Carlos Carone
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Como um velocímetro em alta rotação, os números da violência no trânsito do Distritito Federal disparam dia a dia. A cada uma hora, alguém fica ferido em acidentes ou atropelamentos ocorridos em alguma das vias que cortam o DF. São 26 vítimas todos os dias, que engrossam os casos de lesão corporal culposa.
Dados da Secretaria de Seguança apontam que 3.887 pessoas ficaram feridas nos cinco primeiro meses deste ano. O número de homicídios culposos, em que motoristas e pedestres acabam mortos, também chocam. Ao todo, 115 pessoas perderam a vida de forma trágica em acidentes automobilísticos.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, os casos de lesão corporal aumentaram 6%, com uma diferença de 686 casos a mais neste ano. Alta velocidade, imprudência ou imperícia são os principais ingredientes que alavancam os dados. Colisões entre veículos, queda de motociclistas e os atropelamentos envolvem todos os casos de lesão corporal culposa.
A incidência, que segue na contra-mão da educação no trânsito, também engloba os homicídios culposos – que ocorrem sem a intenção de matar. Foram 149 mortes entre janeiro ao meio do ano passado, 22 a mais do que nos cinco primeiros meses deste ano.
Apenas no mês passado foram 23 mortes e 879 casos de lesão corporal nas rodovias que cortam o DF. O pico de mortes em um único mês neste ano correu em abril, quando 31 pessoas não resistiram aos ferimentos e morreram.