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Brasília

Número de acidentes fatais com motos caiu 25,2% nas vias do DF

Arquivo Geral

31/01/2012 7h09

 

 

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Enfim, uma boa notícia no trânsito brasiliense: o número de acidentes fatais com motocicletas caiu 25,2% nas vias do Distrito Federal em 2011 em relação a 2010. Foram 38 mortes a menos. Porém, um dado chama a atenção de especialistas e autoridades. A faixa etária de 20 a 29 anos foi o único destaque negativo das estatísticas envolvendo motocicletas divulgadas pelo Detran-DF. Houve um aumento de 28,2% nas mortes, pulando de 46 vítimas para 59.
Para o professor de Psicologia e especialista em Trânsito pela Universidade de Brasília (UnB) Hartmut Günther, a ideia de que os jovens se arriscam mais continua valendo. Hoje, o medo de perder a vida ou se envolver em um acidente tem menos relevância do que ser pego em uma fiscalização, afirma o professor. “Não estão preocupados, pois ainda existe uma disposição em se arriscar, que é característica desta faixa etária”, avalia Günther.

 

 O interessante, segundo o especialista, seria estudar o perfil destes motociclistas e, a partir daí, criar estratégias de prevenção e fiscalização específica para eles. “O problema é que o fato de ele não ter medo de perder a vida, não impede que  tire a vida de outras pessoas. Seria bom analisar este fenômeno para tratar pontualmente”, indica o professor.

 

Despedida

 

No dia em que completaria 25 anos, o motoboy Danilo Conceição Sampaio de Moraes morreu depois de perder o controle da moto, bater no meio-fio e ser arremessado contra uma placa de fiscalização, na altura da MI 5, no Lago Norte. O acidente ocorreu por volta de 12h15.

 

Danilo deixou dois filhos, um de dois anos, e um bebê, de nove meses, além da esposa, Talita de Moraes Silva Sampaio, de 23 anos. “Sempre conversávamos sobre o assunto, pois o trânsito está muito perigoso. Aconselhava e a preocupação era grande”, lamenta.

 

Entretanto, para ela, sofrimento maior foi ver o marido somente depois de morto. Ela conta que gostaria de ter se despedido do companheiro e pai de seus filhos. “A polícia me disse que ele foi encontrado consciente, mas não passaram nenhum tipo de informação, não ligaram, disseram que era em um hospital, mas estava em outro. Quando consegui achá-lo, já tinha falecido”, conta.

 

Ainda de acordo com o Detran, o número de acidentes de trânsito com o envolvimento de motocicletas, proporcionalmente, ainda é quatro vezes maior quando comparado aos que envolvem outros veículos, como os carros. No ano passado, ocorreram 123 mortes em acidentes envolvendo motos, menos do que as 158 registradas em 2010 (queda de 22,2%).

 

 

As vítimas mortas em acidentes envolvendo moto são maiores entre os próprios condutores – representam 77% das ocorrências. Em segundo lugar, com 10% das mortes, está o passageiro. Em seguida, vêm o pedestre e o ciclista, ambos com 2% dos casos. Procurado para comentar os dados pela reportagem, o Detran informou que não poderia atender  devido à agenda.

 

  Leia mais edição impressa desta terça-feira (31) do Jornal de Brasília.

 

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