Vinícius Borba
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As ameaças contra alunos da Universidade de Brasília (UnB) por parte de suspeitos de práticas de intolerância racial, religiosa e de gênero continuam sendo feitas por meio de algumas redes sociais que podem estar sendo mantidas por cúmplices dos dois homens presos na semana passada.
Em uma das mensagens, a informação de que, mesmo com a presença da Polícia Militar, seria “impossível que todas as mochilas ou lixeiras fossem revistadas”, indica que seria possível ocorrer um ataque terrorista contra estudantes do curso de Ciências Sociais, ameaçados anteriormente pelos dois suspeitos.
Essa suspeita foi confirmada pela Polícia Federal (PF) e ficou clara nas declarações publicadas em um microblog mantido pelos dois suspeitos presos, um deles ex-aluno da UnB. Segundo a Assessoria de Comunicação da PF, é impossível que os dois suspeitos já identificados estejam alimentando tais redes de dentro do presídio.
No entanto, as novas ameaças à segurança dos estudantes da UnB dão força a uma linha de investigação da Polícia Federal de que haja mais participantes do grupo discriminatório e outros membros podem ter formado um grupo de internautas para alimentar tal rede.
Diante dos novos fatos, estudantes da UnB continuam preocupados com os acontecimentos e se mobilizam para evitar supostos ataques. As publicações dos dois presos contêm mensagens de ódio e apologia a abusos sexuais contra crianças, mulheres e ainda, morte a gays, lésbicas, negros, nordestinos e judeus. Agora, o microblog volta a ser alimentado com novas frases
A tese sobre outros membros do grupo ganhou força depois que a PF constatou a existência de cerca de R$ 500 mil na conta bancária de M.V.S.M., de 26 anos, ex-estudante do curso de Letras (japonês) da UnB. A suspeita de um possível ataque a estudantes cresceu depois que ficou comprovado que a renda do suspeito não permitiria acumular tamanha riqueza, e que há supostas ligações dele com Wellington Menezes, que cometeu o atentado contra crianças realizado, no ano passado, no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro.
Leia mais na edição desta terça-feira (27) do Jornal de Brasília.