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Brasília

No DF, são realizadas 18 mil cirurgias plásticas por ano

Arquivo Geral

13/11/2011 7h54

Kamila Farias

kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

A cada hora duas pessoas fazem uma cirurgia plástica no Distrito Federal. São homens e mulheres que buscam a forma perfeita, principalmente quando o verão se aproxima. Quem tem pressa,  recorre a intervenções mais radicais, facilitadas pelos preços e pagamentos parcelados.  Com tanta procura,  o mercado, que movimenta R$ 125 milhões por ano na capital, não para de crescer. São cerca de 150 profissionais, que se empenham em realizar os sonhos dos clientes. 

 

O Brasil, segundo pesquisa realizada nos anos de 2009 e 2010 para o XI Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, é o segundo país no ranking mundial de procedimentos na área, perdendo apenas para os Estados Unidos. Atualmente, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP), são realizadas mais de 1,7 mil cirurgias plásticas por dia no País. Conforme a pesquisa, quase 70% delas são estéticas e 18% são realizadas em homens. 

 

O Centro-Oeste, no entanto,  ocupa a última colocação na pesquisa, com apenas 8% de participação no mercado. Mesmo assim, no DF, são feitas, em média, dez cirurgias mensais, totalizando 18 mil por ano. A região Sudeste lidera o número de cirurgias, com 64%, seguida da Região Sul, 16%. As regiões Nordeste e Norte representam 10%, cada uma.

 

Cuidadoso

O cabeleireiro e maquiador Paulo Rogério de Souza, 33 anos,   não tem problemas em falar sobre as intervenções que realiza em seu corpo desde 2005. “Sou muito vaidoso, então, me dispus a pagar o preço para me sentir melhor”, afirma. O primeiro procedimento realizado foi o transplante capilar. “Não me arrependo e já estou pensando em fazer outro, pois tem umas entradas que me incomodam.”

 

Em seguida, ele fez rinoplastia (plástica de nariz) e, no ano passado, passou por uma bioplastia peitoral, bíceps e tríceps, que proporciona melhor definição muscular. “Faço academia, mas pela vida corrida a plástica ajuda no resultado. Gosto de me cuidar, por isso faço também as sobrancelhas, vou ao dermatologista e detesto cabelo branco.”

 

Mesmo com a preocupação em estar sempre bonito, a velhice não incomoda Paulo, mas ele afirma que quer chegar na terceira idade com uma boa aparência. “Quero envelhecer bem, mas sem exageros. Quero me cuidar com médicos que realizem procedimentos que não pareçam. Quero que tudo seja bem natural”, esclarece.

 

Apesar da vaidade, Paulo pesquisa sempre os melhores cirurgiões. “Há médicos que não prezam pela segurança do paciente, querem apenas ganhar dinheiro. Por isso, tem que pensar bem, pois conheço pessoas que foram fazer cirurgias e tiveram complicações, inclusive AVC e embolia pulmonar. Por isso, sou muito cauteloso”, afirma.


Leia mais na edição deste domingo (13) do Jornal de Brasília.

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