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Brasília

No DF apenas um cirurgião utilizou próteses da PIP

Arquivo Geral

06/01/2012 7h18

 

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

Apesar da falta de informação envolvendo as próteses mamárias do fabricante francês Poly Implantes Prothèse (PIP), especialistas afirmam que a situação não precisa de alarde. As mulheres que utilizaram implantes da marca devem ficar tranquilas e procurar o médico para apenas realizar exames. “Todas as pacientes devem procurar o cirurgião para se informarem e se acalmar”, ressalta a presidente da Regional do DF da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Kátia Tôrres.

 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a empresa francesa vendeu mais de 34 mil unidades para o Brasil e 25 mil brasileiras têm o produto no corpo. No Distrito Federal, de acordo com a presidente da SBCP, apenas um cirurgião utilizou próteses da PIP.

 

 

“Poucas mulheres fizeram no DF. Sabemos que o doutor Marcelo Mariano utilizou, mas ele já entrou em contato com as pacientes”, informa Kátia Tôrres. Das pacientes do DF, duas tiveram rompimento nas próteses. “Uma colocou em Goiânia e a outra aqui. Com o surgimento da história, elas procuraram o médico, e identificaram a ruptura e já fizeram a cirurgia”. Apesar da afirmação, a Anvisa alega que nenhum caso de ruptura foi detectado no Brasil.

 

 

O cirurgião plástico Marcelo Mariano descarta a incidência de câncer nas pacientes que tenham próteses da empresa francesa. Ele, que contactou 85 pacientes que colocaram a prótese em questão, não considera o número de rupturas excessivo e aconselha que as mulheres com próteses façam exames regularmente e somente troquem os implantes em caso de necessidade.

 

 

É o mesmo que informa a presidente do SBCP, Kátia Tôrres. Não há confirmação de doenças devido ao material do silicone, inclusive o câncer. “Nesse caso ele dá uma reação inflamatória, mas não há confirmações de outras doenças. Quando roto, pode ser pouco sintomático ou assintomático e pode causar dor, nódulo, retração. Mas, em todo caso, toda mulher tem que fazer exame de rotina, principalmente as que têm prótese”, observa.

 Leia mais na edição desta sexta-feira (06) do Jornal de Brasília.

 

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