Gabriela Coelho
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Osegundo dia de funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, que reabriu suas portas após ficar mais de 30 dias interditada por falta de médicos, não foi como o esperado. Durante toda a manhã, apenas três clínicos estavam no local. Na última sexta-feira, quando foi reaberta, a Secretaria de Saúde garantiu que seriam quatro médicos por turno.
Uma funcionária, que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem que nem um pediatra apareceu. “Cerca de dez crianças já passaram por aqui com responsáveis e não tiveram atendimento por falta de pediatra”, afirmou.
A diarista Rosélia dos Santos observou lentidão no serviço durante a tarde. “Os atendimentos da manhã foram rápidos. Em apenas dez minutos atenderam 12 pessoas, mas quando o relógio marcou 13h, pararam de chamar os pacientes e agora está demorando muito. Só estão atendendo casos de emergência”, afirmou.
Uma técnica em enfermagem, que também preferiu não se identificar, afirmou que a demora se deu por causa dos boxes lotados. “Muitas pessoas foram atendidas e chegaram três casos de emergência. Os leitos estão ocupados e só há três médicos. Não dá para atender todo mundo”, argumentou.
Durante a manhã, quem procurou a unidade para ser atendido na clínica geral não encontrou problemas. De acordo com a dona de casa Maria das Dores Silva, 45 anos, o atendimento foi rápido. “Cheguei às 8h e minutos depois já fui atendida. Vim de Taguatinga porque minha filha estava passando mal e o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) estava muito cheio. Aqui me recebem bem e a minha filha está medicada. Depois da interdição, parece que o atendimento melhorou. Vamos ver se vai continuar”, disse .
Na última sexta-feira, o secretário de Saúde em exercício, Elias Fernando Miziara, informou que o processo de contratação de funcionários temporários ainda está em andamento. “Já se apresentaram 11 clínicos e sete pediatras, e até a próxima semana estamos aguardando mais nove profissionais”, afirmou.
Ele disse que não se sabe ainda quantos profissionais de quais especialidades atuarão nas escalas. Segundo o secretário, o concurso público já foi autorizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para que essas vagas sejam preenchidas por funcionários definitivos.
Segundo Miziara, durante a interdição da UPA, os atendiment
os na clínica médica foram mantidos e os casos de pediatria foram deslocados para o Hospital Regional de Samambaia (HRSam). “Com essas medidas, o objetivo era evitar que a população fosse completamente prejudicada”, explicou.
A Secretaria de Saúde informou que firmou um acordo com o Conselho Regional de Medicina a fim de manter a escala com o número mínimo de médicos e deixar a estrutura em condições de uso. Além disso, continuará fiscalizando as UPAs, garantindo o funcionamento.
O secretário de Saúde em exercício anunciou na última semana que as outras três UPAs, localizadas em São Sebastião, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante, podem começar a funcionar no segundo semestre, e que o GDF garantiu a construção de mais dez unidades até o final deste ano.
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