Bruna Sensêve
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Nem todas as mulheres que usam ou usaram as próteses francesas Poly Implant Prothèse (PIP) ou as holandesas Rofil estarão apoiadas pelas diretrizes do Ministério da Saúde. Enquanto aquelas que estão implantadas podem contar com o acompanhamento e cirurgia de troca pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde, as mulheres que tiveram problemas antes da repercussão das irregularidades dessas próteses precisam continuar arcando sozinhas com o custo da cirurgia já realizada.
Esse é o drama da advogada Eliana Chaves, 59 anos, que em junho do 2011 passou pela terceira cirurgia de prótese mamária. Na primeira vez que colocou os implantes com fins estéticos, o médico usou próteses da marca PIP. Apenas 13 meses após a cirurgia, o implante direito se rompeu. “Comecei a sentir um grande desconforto e procurei o médico, que duvidou que a prótese tivesse se rompido. Fiz os exames, que constataram o problema, e passei por novo procedimento”, conta.
A cirurgia só foi feita em março de 2006, cinco meses após os sintomas de rompimento. O médico, que só trabalharia com essa marca, teria demorado até constatar a necessidade da troca. “Ele mesmo fez a nova cirurgia de troca, sem custo para mim, mas colocou implantes da mesma marca”, relata a advogada.
Na primeira cirurgia de troca foi verificado que o gel havia se espalhado pela região axilar e prolongamentos. Ele foi aspirado e a região lavada. Porém, nem todo o produto foi retirado e resquícios do silicone vasado permanecem até hoje no corpo de Eliana.
No segundo vazamento da prótese, Eliana buscou outro médico e, sem plano de saúde, arcou com os custos dos honorários médicos e das novas próteses, da marca nacional Silimed. O valor total do procedimento chegou a R$ 9.150.