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Brasília

Mulher mata ex-namorado

Arquivo Geral

28/03/2009 0h00

A aventura amorosa entre  um casal acabou em tragédia. A bibliotecária Soraya Pereira da Fonseca, for sale 34 anos, matou, com uma facada no abdome, o ex-namorado Carlos Alberto Queiroz Ferreira, 37 anos, ajudante de produção. O assassinato ocorreu por volta das 23h30 de quinta-feira, em uma chácara, na Avenida Vale da Bênção, localizada no Recanto das Emas.

A acusada fugiu e está sendo procurada pela Polícia. O casal começou a namorar há seis anos. Mas nos últimos dois estava separado. O motivo do fim do relacionamento eram as constantes brigas de Carlos provocadas por ciúmes. Ele não aceitava o fim do romance. Ameaçava dizendo que se Soraya não ficasse com ele, não ficaria com ninguém.

Segundo relato de testemunhas, Soraya tinha medo de o ex-namorado concretizar as ameaças. A bibliotecária chegou a denunciá-lo à Polícia. Carlos sumia por alguns dias, mas vigiava a mulher a distância. Não deixava nenhum homem se aproximar e a seguia até mesmo no trabalho. “Ela reclamava que estava para perder o emprego por causa dos escândalos do ex-namorado”, disse uma mulher que pediu para não ter o nome divulgado. 

Carlos teria, inclusive, colocado fogo em um dos cômodos da casa de Soraya, para intimidá-la. Com medo, ela alternava os dias em que dormia em casa. Afinal, mora sozinha e temia ser surpreendida dormindo. Os vizinhos haviam proibido Carlos de ir à chácara. Mas eles afirmam que o auxiliar de produção sempre conseguia burlar a suposta determinação. Pelo menos em duas oportunidades a bibliotecária chegou em casa e o encontrou debaixo da cama. “Era um amor doentio”, disse a dona de casa Maria das Graças Silva, vizinha de Soraya.

Na noite de quinta-feira a acusada assistiu a um culto em uma igreja evangélica, na mesma quadra onde mora e foi para casa. Minutos depois, os vizinhos ouviram um grito. Correram para ver o que aconteceu e encontraram Carlos caído, na entrada da casa, sangrando. Soraya tinha uma faca de mesa, suja de sangue, na mão. Afirmou não ter intenção de matá-lo. Ela fugiu.
O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas quando chegou ao local Carlos estava morto.

O delegado Alexandre Nogueira, chefe da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) investiga o caso. Ele disse que a acusada estava em prisão domiciliar acusada de um outro assassinato. Carlos também tinha antecedentes criminais por lesão corporal. Um amor bandido.

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