Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

Aprimeira tentativa para melhorar o trânsito nas vias que dão acesso ao Eixo Monumental e à Esplanada dos Ministérios frustrou as expectativas dos engenheiros do Departamento de Trânsito do DF (Detran) e dos motoristas. Com a colocação de cones nas saídas do Sudoeste e da Estrada Parque Indústria Gráfica (Epig), o trânsito até que fluiu melhor nessas vias, mas complicou para quem vinha da S1, na saída do Cruzeiro, até o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Uma nova estratégia deve ser colocada em prática hoje, e quem sai do SIG e do Sudoeste deve se preparar para um trânsito ainda mais lento nessas vias.
Como explica o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran, Nelson Leite, a prioridade é diminuir a retenção de veículos na S1, que recebe um volume maior de carros do que as outras vias. Por esse motivo, a estratégia de hoje é aumentar em 50 segundos o tempo que os sinais nesse trecho ficarão verdes. Os engarrafamentos ali são famosos, principalmente entre os horários de 6h30 às 9h e das 17h às 19h.
Quem vai sofrer com a nova estratégia são as pessoas que passam pela Epig ou pelo Sudoeste. Nessas vias, os sinais ficarão fechados por mais 50 segundos. Por isso, a recomendação é que os motoristas busquem rotas alternativas para ir para o trabalho hoje. Caso essa alternativa também não dê certo, os engenheiros possuem outras estratégias na manga, que também serão testadas essa semana.
prioridade para s1
A ideia dessa primeira estratégia era tentar melhorar a fluidez nas três vias, mas, depois das tentativas de ontem, os engenheiros descartaram a possibilidade de agradar a todos. Por isso, a prioridade vai ser mesmo para a S1, que recebe o maior número de carros.
“Nós avaliamos que, apesar de o trânsito fluir melhor com a canalização dos cones de quem sai nos semáforos do Sudoeste e do Ministério Público (MPDFT), a medida acabou prejudicando a via principal”, analisou o diretor. “Não conseguimos o esperado. Então diminuímos a saída em uma faixa, mas também não adiantou muita coisa. Queríamos fluidez nas três vias, mas os resultados foram negativos”, explica o diretor.
A operação foi acompanhada por agentes de trânsito, que cobriram toda a área. Além disso, um helicóptero do Detran, o Sentinela 1, fez o registro dos efeitos gerados pelas ações, que foram analisadas pelas autoridades de trânsito.
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