Menu
Brasília

Mudanças implementadas nas passagens subterrâneas não convencem

Arquivo Geral

12/01/2012 7h16

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

 

 

“Agente evita a  cascavel para encontrar com uma sucuri bem na frente”, reclamou o servidor público Teruz Silva, 56 anos, ao utilizar as degradadas passagens subterrâneas de Brasília e escapar da perigosa travessia sobre o movimentado Eixão. Assim como Silva, outros 120 mil cidadãos são forçados a escolher entre o  risco  do atropelamento e  as  perigosas  16 travessias subterrâneas do Plano Piloto. Sujos, fétidos e  mal iluminados, os trechos oferecem livre passagem para  criminosos, usuários e traficantes. E não estão previstas grandes mudanças até abril.

 

  Todos os dias, Silva se vê forçado a utilizar uma delas  no início da Asa Sul, que liga o Banco Central ao Hospital de Base do DF. Enquanto fazia a travessia na tarde de ontem, ele disse que após a morte de dois colegas de trabalho por atropelamento no Eixão,  pesou os prós e os contras e  optou pelo risco das passagens.
  “Tenho medo de passar aqui. Ainda mais à noite. E olha que sou grão-mestre em taekwondo”, confessou. Para Silva, os trechos precisam de policiamento  e a adoção de outras medidas de segurança. “O governo diz que vai colocar policiais até as 20h. Mas o perigo é depois desse horário”, reforça. Por isso, após esse horário muitos pedestres apostam na travessia sobre o Eixão.

 

 Desconforto

 

Entre as 14h30 e 15h, a travessia pela passagem  era um convite ao desconforto. Pichação, trechos escuros, goteiras e muita sujeira. Com a chuva, o mau cheiro de dejetos humanos levava os cidadãos a tapar o nariz. “Esta muito sujo. Dá nojo”, queixou-se a bancária Naiane Pereira, 25 anos. Diariamente, ela se depara com fezes e  urina deixadas por indigentes e usuários de drogas.

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (12) do Jornal de Brasília.

 

 

 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado