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Brasília

MPOG discute melhorias para servidores da UnB

Arquivo Geral

07/07/2010 15h24

As condições de trabalho de servidores e professores da Universidade de Brasília serão discutidas em uma mesa de negociação com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Duvanier Paiva, secretário de Recursos Humanos do MPOG, integrantes da administração e sindicatos vão debater ações que possam compensar a perda da URP. O compromisso foi firmado na tarde desta terça-feira, 6 de julho, em uma reunião na Reitoria. Durante o encontro, o representante do ministério afirmou que há disposição para tratar do assunto, mas ressaltou que o pagamento da parcela de 26,05% feita aos técnicos no mês de julho é irregular. A reunião depende da agenda do secretário, mas deve acontecer nas próximas duas semanas.

A administração quer encontrar soluções que amenizem o corte da URP. Os baixos salários praticados na instituição e o cenário de insegurança que assombra os servidores preocupam. “Queremos uma política de direitos para os funcionários da UnB”, disse José Geraldo de Sousa Junior, reitor da universidade.

A redução da jornada de trabalho, tendo em vista que a instituição de ensino trabalha em três turnos, a intensificação de cursos de capacitação e qualificação e a criação de subsídios na área de saúde são algumas das propostas. “O funcionário troca o salário por essa satisfação. Um plano de saúde, por exemplo, pode custar R$ 490 para um servidor e seus dependentes. Com um auxílio nessa área, ele pode usar esse valor para outras coisas”, afirmou José Geraldo.

Duvanier alertou que, como o país está em ano eleitoral, é preciso cautela para realizar negociações. “Estamos em um período em que os compromissos precisam ser francamente discutidos”, considerou. Porém, o secretário não descartou a possibilidade de que os acertos sejam concretizados. “São medidas que podem servir como um memorial para o próximo governo”, completou.

NOTA INFORMATIVA – O Ministério do Planejamento aproveitou o encontro para informar a administração sobre o pagamento em julho da URP aos técnico-administrativos. O MPOG considera que a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região deveria ter sido cumprida desde maio. Duvanier esclareceu que a folha de pagamento não é homologada pelo ministério. “Não somos nós que devemos cumprir a decisão, é a UnB”, afirmou. A notificação foi encaminhada à Auditoria de Recursos Humanos do ministério e a Procuradoria Regional Federal da 1ª Região.

Gilca Starling, secretária de Recursos Humanos da UnB, alegou que não houve a publicação de um acórdão, instrumento legal que determinaria o cumprimento da decisão. De acordo com Duvanier, o parecer de força executória, emitido pela Justiça, basta para que as determinações sejam cumpridas.

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