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MPDFT investiga elo entre policial do DF e helicóptero com 300 kg de cocaína

Aeronave está no nome de um papiloscopista da PCDF. Ele alega ter vendido o helicóptero, mas a informação não bate com registros da Anac

Por Willian Matos 04/08/2021 9h41
Foto: Ciopaer/MT

O Ministério Público (MPDFT) abriu, na terça-feira (3), uma investigação para apurar o caso do helicóptero que caiu em Poconé-MT no domingo (1º) com cerca de 300 kg de cocaína. A aeronave está no nome do papiloscopista Ronney José Barbosa, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O MPDFT quer saber se Ronney tem ligação com a droga encontrada. O helicóptero foi encontrado pela Polícia Federal, que apura suposta situação de tráfico internacional de drogas. O policial chegou a afirmar ao site G1 que havia vendido a aeronave, mas ela ainda está registrado no nome dele, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Há ainda conflito com as datas de compra e venda.

A droga, que pesou 278,5 kg, avaliada em quase R$ 7 milhões, estava acondicionada em malotes que ficaram espalhados ao redor do aparelho acidentado. Na queda, o helicóptero tombou. Agentes da PF, com apoio da Polícia Militar do Mato Grosso, vasculharam um raio de 10 km e não encontraram o piloto do helicóptero ou outros suspeitos do tráfico. Também não foram achados vestígios de pessoas feridas.

O aparelho, com capacidade para quatro pessoas, incluindo o piloto, é avaliado em R$ 425 mil.






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