Francisco Dutra
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Cada centavo bem gasto é um divisor de águas na saúde. Trata-se do limite entre o bom e o mau atendimento dos pacientes. Da mesma forma, representa a fronteira entre a recuperação dos enfermos e a perda de vidas.
Segundo o Relatório Anual de Atividades da Secretaria de Saúde, referente a 2011, a máquina pública teve a dotação autorizada de R$ 2.823.002.444 para injetar na rede. Mas, apesar disso, o documento apontou que foram empenhados R$ 2.277.396.849. Desta forma, R$ 545.605.595 ficaram no caixa e não se transformaram em investimentos para a população.
Nas palavras do promotor de Justiça de Defesa dos Direitos da Saúde (Prosus), Jairo Bisol, do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), estes números revelam um problema de gestão com nome e sobrenome: inexecução orçamentária.
“Estamos investigando isso. Temos informações de que em junho de 2011, havia R$ 460 milhões inexecutados”, disse. Para o promotor, este montante está parado, rendendo em investimentos financeiros, quando deveria ter sido transformado em recursos e contratação de pessoal na rede pública.
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