Leandro Cipriano
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Apesar de a via de ligação entre Ceilândia e Samambaia, na DF-459, ainda estar em obras, os motoristas se arriscam a utilizar o caminho inacabado para trafegar. Mesmo com placas alertando que o percurso está interditado, os motoristas não se intimidam e usam repetidamente a via não finalizada, correndo riscos ao passar no aterro da ponte, prevista apenas para a passagem de veículos da obra. A urgência em trafegar no local, que reduz o percurso em 12 quilômetros entre as duas cidades, supera qualquer sensação de perigo sentida pelos motoristas.
O Jornal de Brasília detectou, em pouco menos de 30 minutos, inúmeros carros e motocicletas fazendo a passagem da via, mesmo com as máquinas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ainda asfaltando o percurso inicial.
Embora considerem os perigos de atravessar um aterro sem qualquer sinal de segurança ou estabilidade, muitos ainda preferem se arriscar para encurtar o caminho. É o caso do segurança Edmilson Mariano, 41 anos. “Não é seguro, mas economiza tempo e gasolina. Apesar de não ser o correto, adianta a vida de quem precisa chegar rápido em algum lugar”, defende.
Para o vigilante Djalma Alves, 43 anos, trafegar na DF-459 agora é mais seguro do que no período em que as obras não tinham sido retomadas. Nessa época, a travessia só podia ser feita sobre tábuas improvisadas no lugar da ponte. “Queremos usar a passagem agora, porque já esperamos por anos”, reclama.
O diretor-geral do DER, Fauzi Nacfur Junior, ressalta a importância de evitar passar por uma via não finalizada, e pede paciência aos motoristas que utilizam a via. A intensidade das chuvas neste mês foi um dos fatores que atrasaram a obra, segundo Fauzi, mas a expectativa do diretor é de que construção esteja finalizada entre 40 e 60 dias.
“As pessoas que usam a via colocam em risco a própria vida, mas continuam passando. Como não podemos colocar policiais para fiscalizar o local, é preciso essa consciência de não usar a passagem. A obra demorou muito, por diversos problemas, mas agora que estamos próximos da conclusão, é apenas esperar pelo prazo”, declarou Fauzi.
Até o momento, o que falta para finalizar o trecho que liga Ceilândia a Samambaia é justamente o encabeçamento da ponte, para ajustar o aterro até a altura da via e asfaltá-lo por completo. Serviços adicionais, como muretas, semáforos, proteção lateral e meio-fio, também são previstos na obra.
Leia mais na edição desta quarta (11) do Jornal de Brasília.