Brasília

Motoristas de APP: custos tiveram alta de até 25%

“Para conseguir algum lucro, estou tendo que ficar o dobro do tempo online nos aplicativos”, diz

Mayra Dias
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Hugo Marques Vale, de 23 anos, é um dos vários motoristas que, após os reajustes, cogitou buscar outra fonte de renda. O rapaz, que trabalha há cerca de 2 anos e meio com um plataforma, conta que seu rendimento mensal caiu pela metade.

Para conseguir algum lucro, estou tendo que ficar o dobro do tempo online nos aplicativos”, diz.

Além do exposto, Hugo observa que, com as mudanças, não está mais compensando permanecer na atividade. “Não está valendo a pena, já pensei diversas vezes em deixar a plataforma e ir atrás de outra coisa. O que eu consigo no fim do mês, com relação ao tempo que fico trabalhando, é muito pouco”, finaliza o motorista.

Insatisfeitos com o posicionamento das entidades, os profissionais da classe reivindicam soluções. “O aumento nos nossos custos foi de 20% a 25%.

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Estamos lidando com isso mobilizando a categoria. Somente com união conseguiremos ter força. A única alternativa que estamos tendo é o aumento da carga horária”, reclama Marcelo Chaves, presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativos no DF (Sindmaap).

O presidente salienta ainda que o sindicato já recorreu à esfera jurídica para lidar com a situação. “O sindicato busca soluções tanto na área jurídica quanto na política, lutando por leis que beneficiem a categoria e tragam melhorias e condições dignas de trabalho”, alega.

Diante da necessidade, aqueles que não optaram por abandonar as plataformas e buscar outra fonte de renda, estão recorrendo às alternativas possíveis para minimizar, ao máximo, suas perdas. “As alternativas que alguns encontram é, ao irem para o entorno, abastecer com Etanol, que é mais barato. No entanto, ele evapora mais rápido, e acaba não sendo tão vantajoso assim”, lamenta Scooby.

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Suéd Sílvio, presidente do Sindicato dos Taxistas no DF, confessa que, para eles, que há tempos vem tentando recuperar seus clientes, o choque do combustível foi grande. “Se ficamos em casa, não ganhamos, e, se saímos, gastamos o que se tem. Esse reajuste vai em desencontro com a via que estávamos tentando ofertar, que é oferecer um táxi mais barato. Nosso passageiro é cada vez menos”, queixou-se.

O presidente, portanto, confessa já ter ido atrás de alternativas de negociação para tentar reverter a situação. “Eu estive com o Paco Britto hoje para conversar a respeito da construção de postos de combustíveis subsidiados para a categoria”, desenvolve.

Suéd relembra que, no passado, postos desse tipo já existiram, porém, por antiga má gestão do sindicato, acabaram-se por meio de ações judiciais que os leiloaram. “O Paco informou que isso depende de uma autorização da Terracap, e o GDF já está trabalhando nisso. O ponto de apoio é uma área pública, e precisa de uma autorização. A categoria está minguando e estamos dependendo dessa autorização”, revela ele.

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