Brasília

Economistas ensinam a driblar crise

“Optar por locais onde a demanda é mais alta e os trajetos são pequenos gera um ganho sem muitas despesas”, diz economista

Mayra Dias
[email protected]

César Bergo, presidente do Conselho Regional de Economia do DF (Corecon DF), levando em consideração que, hoje em dia, tal serviço não é mais apenas uma segunda fonte de renda para a maioria dos trabalhadores, compartilha algumas dicas para encarar a situação de forma menos danosa.

“Optar por locais onde a demanda é mais alta e os trajetos são pequenos gera um ganho sem muitas despesas, assim como a pesquisa e procura por postos onde os preços estão melhores. A diferença pode ser pouca mas, no final do mês pode resultar em algo significativo” recomenda.

O profissional aponta ainda a importância de pensar e se organizar muito bem antes de decidir trabalhar nesse ramo, além de ter calma e exercer a atividade apenas na mais estrita necessidade.

Mais alta de preços

O economista alerta também para a necessidade de estar preparado para mais altas nos preços. Como descreve César, conforme as medidas sanitárias vão sendo adotadas, a demanda pelo combustível vai aumentando. “Deve-se haver, portanto, por parte dos países produtores, um entendimento da necessidade de liberar uma maior produção. A relação ‘oferta X demanda’ está muito apertada”, avalia o especialista. Segundo César, o preço do barril de petróleo já atingiu um patamar superior a US$ 60.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como elucida o professor de economia do Centro Universitário de Brasília, Sérgio Silveira, o ideal para a economia nacional, é, todavia, que o preço acompanhe a relação citada por César. “Se a Petrobras operar com o preço abaixo do custo de produção, ela terá problemas com seu caixa”, afirma.

Como avalia o professor, tal atitude não iria trazer benefícios para a entidade e nem para a população do país. “Lá na frente a conta irá chegar com aumento de preço corretivo nos combustíveis. Por isso, o ideal é o preço de qualquer bem ou serviço ser determinado pela lei da demanda e da oferta”, finaliza Sérgio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar