Kamila Farias
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Ojulgamento do bacharel em Direito, R.F.G.L., 29 anos, denunciado por homicídio doloso pela morte do advogado Francisco Augusto Nora Teixeira, foi marcado pelo intenso debate entre a defesa e a acusação. Segundo o laudo da perícia, ele trafegava na Ponte JK, onde o carro do acusado atingiu o do advogado, causando sua morte, a 165 quilômetros por hora, quando a velocidade máxima permitida é de 70 quilômetros/hora .
Iniciado às 10h, o julgamento prometia seguir madrugada adentro. Às 22h (horário de fechamento da matéria) o julgamento ainda se encontrava na fase de réplica. Depois haveria direito de tréplica e só então o corpo de jurados se reuniria para tomar a decisão e, posteriormente o juiz iria proferir a sentença.
O Ministério Público apresentou fotos e vídeos aos jurados, como de Francisco vivo e do acidente, inclusive com imagens fortes do corpo da vítima e do estado em que o veículo ficou. Mostrou também fotos do réu em clubes de racha e seu carro, com a placa adulterada, onde estava escrito seu apelido.
O promotor Maurício Miranda apontou como irresponsável a alta velocidade imprimida pelo réu. “Ele usava o veículo como arma. Ele teve diversos carros e se envolveu em acidente com todos, dois com vítimas e dois sem. Não estamos dizendo que ele queria o resultado, mas ele assumiu uma posição muito insensível”, observou e pediu julgamento como crime doloso.
Para o advogado de defesa, Jonas Modesto, o caso não pode ser considerado doloso, pois ele não quis causar o acidente. “Para que uma pessoa assuma o efeito morte ao pegar um veículo, é necessário que ele também quisesse acabar com a própria vida e com a da ex-namorada. R. é cobaia da omissão da legislação”, argumentou.
“Estão querendo comparar esse menino ao Fernandinho Beira-Mar, que é um assassino. Querem colocá-lo junto com esse tipo de bandido. Isso é um absurdo”, disse o outro advogado de defesa, Heraldo Paupério.
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