Luís Augusto Gomes
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A família ainda não consegue parar de pensar na morte prematura do empresário R.B.S., 38 anos, o Rone, como era carinhosamente chamado. Ele foi morto para defender o filho de sete anos durante uma troca de tiros envolvendo um policial militar e um civil, no último sábado. “É uma ferida que vai sarar por fora, mas vai doer sempre”, afirma o garimpeiro F.B.S., 64 anos, pai de Rone.
Maranhense de hábitos simples, casado há mais de 40 anos com a dona de casa I.B.S., 60 anos, goiana, ele lembra com muita tristeza da notícia da morte do filho. Foi uma sobrinha que telefonou para I.B.S. contando a tragédia. Uma hora e 50 minutos antes, o pai havia conversado com o filho, apaixonado por motos antigas. Rone tinha uma Harly Davidson 1.6 mil cilindradas.
O pai conta que chegou em casa, no Riacho Fundo, com a esposa e viu no celular dela uma ligação do filho, que estava a pouco metros dali, na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras, participando de um encontro de motociclistas. Quando atendeu a ligação, Rone respondeu: “Abençoa mãe”, como sempre fazia. Do outro lado da linha, o pai respondeu: “Não é sua mãe, sou eu rapaz. Ela está aqui ao meu lado, quer falar com ela?” O filho respondeu que passava na casa dos pais mais tarde. Foi a última vez que os dois conversaram.
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