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Brasília

Morte de empresário em troca de tiros entre policiais gera comoção nas famílias

Arquivo Geral

31/05/2012 7h09

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

 

 A família ainda não consegue parar de pensar na morte prematura do empresário R.B.S., 38 anos, o Rone, como era carinhosamente chamado. Ele foi  morto para defender o filho de sete anos durante uma troca de tiros envolvendo um policial militar e   um civil, no último sábado.  “É uma ferida que vai sarar por fora, mas vai doer sempre”, afirma o garimpeiro F.B.S., 64 anos, pai de Rone.

 

 Maranhense de hábitos simples, casado  há mais de 40 anos com a dona de casa I.B.S., 60 anos, goiana, ele lembra com muita tristeza da notícia da morte do filho. Foi uma sobrinha que telefonou para  I.B.S. contando a tragédia. Uma hora e 50 minutos antes, o pai  havia conversado com o filho,  apaixonado por motos  antigas.   Rone tinha uma Harly Davidson 1.6 mil cilindradas.

 

    O pai conta que chegou em casa, no Riacho Fundo, com a esposa e viu no celular dela uma ligação do filho, que estava a pouco metros dali, na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de Águas Claras, participando de um encontro de motociclistas. Quando atendeu a ligação, Rone respondeu: “Abençoa mãe”, como sempre fazia. Do outro lado da linha, o pai respondeu: “Não é sua mãe, sou eu rapaz. Ela está aqui ao meu lado, quer falar com ela?” O filho respondeu que passava na casa dos pais mais tarde. Foi a última vez que os dois conversaram.

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (31) do Jornal de Brasília.

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