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Brasília

Moradores do Guará I ganham parques inteligentes para a primeira idade

Arquivo Geral

08/04/2012 7h04

Raissa Lomonte
raissa.lomonte@jornaldebrasilia.com.br

 

Depois de receber os Pontos de Encontros Comunitários (Pecs) voltados para a terceira idade, os moradores do Guará I agora podem levar as crianças para se exercitarem brincando em duas Academias para a Primeira Idade (API). Os aparelhos formam um  playground  inteligente que estimula o equilíbrio e a coordenação motora dos pequenos. As unidades funcionam na QE 03/05 e na praça da QI 22, no Guará I.

 

O espaço lembra um parquinho, com areia no chão e quatro brinquedos coloridos. Enquanto se divertem com o aparelho multi-infantil, os pequenos fortalecem os grupos musculares superiores e o tronco. Já a escalada  fortalece as articulações dos membros superiores e proporciona noção de espaço em diferentes alturas. A função do carrossel é exercitar o tronco e as articulações dos ombros, cotovelos e punhos, enquanto a gangorra de pé,  estimula as noções de equilíbrio.

 

 A servidora pública Sueli Bezerra, 47 anos, levou a filha Giovana, de sete anos, para brincar na API. Ela gostou da iniciativa, mas sugere que outros itens sejam instalados na unidade. “Esse parquinho é legal, nossos filhos podem se exercitar. Mas acho que deveria ter brinquedos mais simples para crianças menores poderem participar”, argumenta.

 

A pequena Giovana se divertiu no carrossel e fez novos amigos. “Achei legal, quero vir sempre brincar aqui”, disse a estudante, exercitando-se sob a supervisão da mãe.

 

 A  pequena Laura Gabrielle, oito anos, foi ao playground inteligente com os amigos, onde passou três horas. “Os brinquedos são bons e divertidos. Eu gostei do escorregador, que parece uma montanha-russa. Também é legal para brincar com a areia e fazer desenhos”, diz.

 

Formação

 

 A psicóloga Edilete Thompson explica que esse tipo de área comunitária é importante para a formação das crianças. “É um espaço de convivência. O brinquedo pode estar ocupado, por exemplo, e a criança ter que esperar. Com isso, ela tem uma noção de limites”, conta a especialista.

 

  A presença dos pais próximo ao playground também é importante. “O pai pode até não ser adepto de exercícios físicos, mas só de ir até o playground, já anima a criança. Esse é um momento  de convivência familiar. Os pais podem, inclusive, trocar ideias com os pais de outras crianças”, diz Edilete, lembrando é cada vez menor o tempo de convivência entre de pais e filhos. Ela ressalta que as crianças devem sempre ter o acompanhamento de um adulto neste tipo de espaço.

 

 

 Leia mais na edição deste domingo (8) do Jornal de Brasília.

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