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Brasília

Moradores de Vicente Pires temem que os preços de imóveis se elevem muito após legalização

Arquivo Geral

09/12/2011 7h23

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Prestes a ter seus terrenos regularizados, a situação fundiária de Vicente Pires divide as opiniões dos moradores. A área é de propriedade pública e, por isso, nenhum imóvel ou terreno pode ser comercializado. No entanto, a realidade na região é bem diferente. Além disso, com a legalização do local, a população teme a especulação imobiliária na região.

 

A intenção do governo é regularizar as propriedades daquela região administrativa em seis meses. O secretário de Regularização, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab), Geraldo Magela, confirma que após o a legalização há possibilidade de o local sofrer uma supervalorização, contudo, garante que os atuais moradores poderão comprar os imóveis por um preço adequado. Segundo Magela, quem já mora no local terá a possibilidade de adquirir o terreno parcelado.

 

“O morador atual vai poder comprar o terreno com preço de terra nua e parcelado. Quem adquirir um imóvel após a regularização pagará o valor ajustado de acordo com o mercado imobiliário”, diz Magela.

 

De acordo com a superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no DF, Lúcia Carvalho, 90% da comunidade de Vicente Pires é de moradores de classe média, no entanto, mesmo com a classificação, a intenção é que os imóveis da região tenham um preço justo após a legalização da área. “Não queremos que os terrenos tenham valores de especulação imobiliária, até porque a melhoria na infraestrutura será para o próprio morador.”

 

Insegurança

Para Maria Lúcia Bezerra, 43 anos, a regularização da região representa uma vitória para a comunidade. Segundo ela, a situação é um ponto muito positivo, já que área irregular enfrenta problemas de infraestrutura e investimento.

No entanto, a feirante, que sonha em adquirir uma casa própria, teme não conseguir cumprir seu desejo após a legalização. “Moro de aluguel e se o preço já está caro agora, imagina o valor do terreno? Isso me faz repensar e procurar outra região, já que os preços ficarão muito mais altos. Pesará no bolso”, explica.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (09) do Jornal de Brasília.

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