Kamila Farias
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Manter as passagens subterrâneas do Eixão limpas por muito tempo tem sido uma tarefa difícil para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Na manhã de ontem, o administrador de Brasília, Messias de Souza, o diretor-geral do SLU, João Monteiro Neto, e representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) estiveram na passagem do Hospital de Base e encontraram uma situação desagradável.
Apesar de a limpeza ter sido realizada na noite anterior, foi possível se deparar com fezes e sujeira no local. “A lavagem foi realizada das 19h à meia-noite e pela manhã já podemos encontrar sujeira por lá. Depois do serviço, os moradores de rua se alojam, acendem fogueiras e fazem suas necessidades no local”, afirma o SLU por meio da Assessoria de Comunicação.
Por isso, para evitar problemas parecidos, o SLU já estuda algumas alternativas, como realizar a lavagem durante a madrugada para impedir que os moradores de rua se instalem nas passagens subterrâneas. “Não podemos lavar durante o dia, pois são locais bem movimentados e durante a noite essa situação acontece, por isso estamos pensando na madrugada. Mas, tudo ainda está sendo estudado”.
Para o administrador de Brasília, Messias de Souza, essa é uma ideia a se pensar. Trocar o horário da limpeza para que seja entre a 1h e as 7h, pois é o momento em que os moradores de rua utilizariam as passagens. “Como medida para buscar uma solução para as passagens subterrâneas, que se arrastam há muito tempo, pois quando foram construídas não foi previsto as questões de acessibilidade, ou mesmo o grande aumento de moradores de rua”.
Apesar da situação encontrada logo pela manhã pelo grupo, 12 trabalhadores do SLU participaram da ação na passagem subterrânea do Hospital de Base. Além da varriação e catação, os garis realizaram limpeza nas calhas, tirando folhas e terras que estavam em excesso.
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