Da Redação
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Mesmo com a sinalização, os motoristas de caminhões de lixo ou entulho insistem em não trafegar pelo Anel Viário da Estrutural, mais conhecido como Avenida Contorno e preferem circular pela cidade. Quem mora na região diz que o trânsito dos veículos pesados põe em risco a vida da população, sem contar o mau cheiro e o desgaste do asfalto.
O Lixão da Estrutural, que deu origem à cidade e representa uma importante fonte de renda para muitas famílias moradoras do local, acabou se tornando um problema por causa do trânsito constante dos caminhões. Passam pela cidade, diariamente, cerca de dois mil veículos em direção ao aterro.
Todo esse trânsito tem sido uma das reclamações mais frequentes dos moradores das quadras 7 e 8, que chegam a fechar as ruas com pneus, madeiras e restos de móveis para evitar que os motoristas, que se dirigem ao lixão, passem na frente das casas. “Os caminhões passam derramando lixo e por conta do peso, acabam destruindo o asfalto”, afirma a dona de casa Estelita de Jesus Araújo.
Outro problema apontado pelos moradores é a falta de consciência dos motoristas que, em sua maioria, não cumprem com o limite de velocidade da via. “Eles entram nas ruas em alta velocidade. Os pedestres têm que tomar muito cuidado para não serem atropelados”, ressalta a doméstica Ana Soares.
A população diz que a situação já é antiga e pede uma solução. “As crianças não podem nem sair na rua. Eu não confio que os meus filhos saiam de casa sozinhos. Poderiam colocar pelo menos alguns quebra-molas”, reivindica a dona de casa Gerocilene Ferreira da Silva.
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