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Brasília

Miss é levada para a Colmeia

Arquivo Geral

04/02/2012 7h00

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.combr

 

 

Aloira conhecida como “Miss do Crime”, T.V.S.C., de 20 anos, foi transferida ontem para o Presídio Feminino do Distrito Federal, a Colmeia, no Gama. Ela é suspeita de liderar uma quadrilha formada por pelo menos três mulheres e dois homens, todos jovens, especializada em assaltar lojas que vendem roupas de grifes. O grupo é suspeito de ter praticados mais de dez roubos.

 

A Miss do Crime e sua turma estavam sendo procuradas pela polícia desde outubro do ano passado,  quando invadiram uma loja, na comercial da  QNP 18, Setor P Sul, em Ceilândia, e levaram mais de R$ 25 mil em roupas. Para comemorar os assaltos, ela postava fotos do grupo em redes sociais com armas pesadas,  letras musicais com apologia ao crime, garrafas de uísque, perfumes importados e muito dinheiro, supostamente produto dos roubos.

 

A polícia avalia que boa parte das lojas de confecções finas, roubadas em Ceilândia e Taguatinga,  pode ter sido alvo da quadrilha liderada pela loira. Para driblar a investigação, as integrantes do banco costumavam pintar os cabelos após os roubos e assim mudar o visual frequentemente. No entanto, foi com a ajuda das fotos expostas nas redes sociais que os investigadores descobriram a quadrilha.

O delegado Yury Fernandes, chefe da 23ª DP (Setor P Sul), já identificou todo o grupo, mas mantém os nomes dos suspeitos em sigilo para não prejudicar o trabalho. Garante apenas que um integrante do esquema está com a prisão preventiva decretada pela Justiça.

 

Todos os investigadores da delegacia estão empenhados na prisão do restante da quadrilha. O delegado afirma, no entanto, que a prisão da Miss do Crime, localizada em uma boate, na madrugada de quinta-feira, em Ceilândia, desarticulou a organização criminosa formada por jovens bonitas para assaltar. Em depoimento à polícia, T.V.S.C. mostrou-se “marrenta” ao afirmar que o dinheiro adquirido nos roubos era dela e não das vítimas. Por isso, poderia gastar da forma que bem entendesse.

 

Leia mais edição impressa deste sábado (04) do Jornal de Brasília.

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