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Brasília

Mercado de Peixe de Brasília é novidade nesta Semana Santa

Arquivo Geral

04/04/2012 20h19

Lançado em dezembro do ano passado pelo Governo do Distrito Federal para incentivar o consumo e produção de pescado, o Mercado de Peixe de Brasília vai passar pela primeira Semana Santa de sua existência. Para fazer frente à demanda imposta pela tradição cristã, cerca de 2,5 toneladas de tilápia, pacucaranha, tambaqui e pintado estarão à disposição dos consumidores nesta quinta (4) e sexta-feira (5) das 7h às 17h, nas Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa).

 
O diferencial do Mercado de Peixes de Brasília é que os peixes são mantidos vivos, em tanques próprios com filtros e renovação de água, e são processados no momento da compra. “Nossos peixes são da melhor qualidade, produzidos em cidades como Brazlândia ou Planaltina. A ideia é oferecer o peixe fresco como diferencial e, do ponto de vista econômico, melhorar a vida dos produtores e ampliar o segmento”, afirma o secretário de Agricultura do DF, Lúcio Valadão.

 
Até o começo da tarde desta quinta, cerca de uma tonelada de pescado já havia sido vendida. “É a primeira vez que passamos por uma Semana Santa, mas acreditamos que a quantidade que trouxemos vai ser suficiente. Se a procura for maior que nossas expectativas, poderemos encomendar mais junto aos nossos produtores familiares na noite de quarta”, afirma o responsável técnico pelo mercado, o veterinário da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) Carlos Eduardo Silveira Goulart, 42 anos.

 
Ajudante no Mercado de Peixes, o pescador Abiezel Alves Cavalcante, 60 anos, que trabalha com pescado há mais de 40 anos, explicou que a tilápia é disparado o peixe mais procurado pelos consumidores. “Ela é a vedete, porque além de ser muito saborosa, pode ser preparada de diversas formas diferentes e tem poucos espinhos, grandes e fáceis de retirar”, ensina.

 
A tilápia é um dos peixes com grande tradição de cultivo em psicultura. Por isso, ela é uma espécie fácil de encontrar. Segundo a lei de oferta e procura, se a oferta do produto é grande, o preço cai em relação aos outros com menos tradição de cultivo e consumo como o pintado, por exemplo.

 
A funcionária públicaRosângela Menezes dos Santos, 55 anos, comprou vários quilos de tilápia e pintado nesta quarta. “Eu gosto da ideia de levar o peixe quase vivo. Não há coisa melhor que peixe bem fresco”, avalia. O conferente de cargas Leandro da Silva Figueiredo, 24 anos, também comprou pescado para todo final de semana. “Um peixinho na brasa com uma cervejinha é bom demais”, brinca.

 
Consumo no DF – o peixe tem se tornado um item alimentar cada vez mais presente no prato dos moradores do Distrito Federal. Entre 2007 e 2011, o consumo anual de pescado por habitante passou de 12,8 kg para 14 kg, bem mais do que a média nacional – que é de aproximadamente 9 kg por pessoa. Diante da perspectiva de expansão do setor, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem promovendo ações para incentivar tanto a produção como a comercialização. São exemplos a criação de ponto comercial específico, o fornecimento de equipamentos para venda e conservação do produto e a realização de cursos de capacitação e treinamento para os piscicultores.

 
O mercado de Peixe de Brasília foi criado em uma parceria da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Com isso, recebeu investimentos de cerca de R$ 1 milhão, que incluíram infraestrutura inovadora, aquisição de um caminhão frigorífico, instalação de fábrica de gelo e compra de equipamentos.

 
Existem hoje, na região do DF e Entorno, cerca de 200 produtores familiares que atuam na piscicultura. Juntando pais, filhos, irmãos e primos, são aproximadamente 1.000 pessoas que vivem do peixe. O mercado de peixe tem a função de permitir que o agricultor ou piscicultor comercialize seu produto sem intermediação.

 

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