Da Redação
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A Polícia Militar montou uma megaoperação para prender uma suposta quadrilha de traficantes que usava uma oficina como fachada, na Área de Desenvolvimento Econômica (ADE) 3 do Setor P Sul, em Ceilândia. Cerca de 40 policiais em oito viaturas, além de cães, foram usados na ação. Apesar da mobilização, os militares prenderam dois homens e encontraram menos de cem gramas de maconha, duas pedras de crack e 50g de um pó branco, aparentando ser cocaína.
Na 23ª DP (Setor P Sul), depois de interrogar os suspeitos, testemunhas e os PMs, o delegado Celízio Espíndola liberou os homens detidos por falta de provas para o flagrante. “Não está caracterizada a venda de droga e achamos melhor fazer uma investigação detalhada”, disse.
Os suspeitos têm passagens pela polícia. O filho da dona da loja, segundo a polícia, responde por homicídio, porte ilegal de arma e está em liberdade provisória. O outro, que seria funcionário e estava na porta da oficina, já esteve preso por roubo, furto e tráfico de droga.
Informações levantadas pela polícia dão conta de que a loja era alugada. O mecânico teria ficado três meses sem pagar aluguel, água e luz. O filho da dona do imóvel estaria inconformado com a situação. A polícia suspeita que ele possa ter plantado a droga na oficina e feito a denúncia aos policiais. O denunciante teria até apontado os locais onde a droga estava.
O major Jorge Eduardo Naime, subcomandante do Batalhão de Choque, afirma ter montado a ação após a denúncia. Mas ainda assim há outra possibilidade levantada: o oficial suspeita de que a droga teria sido retirada antes da chegada da PM. O dono da oficina estava a poucos metros vendo a ação. A forma como ele se comportou intrigou os militares. Ele teria dito: “Chegaram agora?”. A Corregedoria da Polícia Civil vai apurar se a decisão de não autuar os detidos foi correta.