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Brasília

Megaoperação da PM apura denúncia de tráfico na Ceilândia, mas ninguém é preso

Arquivo Geral

29/06/2012 7h57

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

A Polícia Militar montou uma megaoperação para prender uma suposta quadrilha de traficantes que usava uma oficina como fachada, na Área de Desenvolvimento Econômica (ADE) 3 do Setor P Sul, em Ceilândia. Cerca de 40 policiais em oito viaturas, além de cães, foram usados na ação.  Apesar da mobilização, os militares prenderam dois homens e encontraram menos de cem gramas de maconha, duas pedras de crack e 50g de um pó branco, aparentando ser cocaína. 

 

Na 23ª DP (Setor P Sul), depois de interrogar os suspeitos,  testemunhas e os PMs, o delegado Celízio Espíndola liberou os  homens detidos por falta de provas  para o flagrante.  “Não está caracterizada a venda de droga  e  achamos melhor fazer uma investigação  detalhada”, disse.

 

Os suspeitos têm passagens pela polícia. O filho da dona da loja, segundo a polícia, responde por homicídio, porte ilegal de arma e está em liberdade provisória. O outro, que seria funcionário e estava na porta da oficina, já esteve preso por roubo, furto e tráfico de droga.

 

Informações levantadas pela polícia dão conta de que a loja era alugada. O mecânico teria ficado três meses sem pagar aluguel, água e luz. O filho da dona do imóvel estaria inconformado com a situação. A polícia suspeita que ele possa ter plantado a droga na oficina e feito a denúncia aos policiais. O denunciante teria até apontado os locais onde a droga estava.

 

O major  Jorge Eduardo Naime, subcomandante do Batalhão de Choque, afirma ter montado a ação após a denúncia.  Mas ainda assim há outra possibilidade levantada:  o oficial  suspeita  de que a  droga teria sido retirada  antes da chegada da PM. O dono da oficina estava a poucos metros vendo a ação. A forma como ele  se comportou intrigou os militares. Ele teria dito: “Chegaram agora?”. A Corregedoria da Polícia Civil vai apurar se a decisão de não autuar os detidos foi correta.

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