A médica responsável pelo atendimento de Marcelo Dino, 13 anos, que morreu após dar entrada no Hospital Santa Lúcia com crise de asma, foi indiciada nesta sexta-feira (13) por homicício culposo, quando não há intenção de matar, por imperícia médica e suposta falha de procedimento médico durante o socorro do adolescente.
A polícia civil concluiu que pode ter havido descontinuidade no atendimento na UTI e falha por parte do hospital em seguir as regras determinadas pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) no atendimento da UTI. O laudo final também aponta que a morte do garoto ocorreu devido a uma asfixia. A perícia afirma ainda que havia presença de material gástrico no pulmão de Marcelo.
Se condenada a médica I.C pode pegar de um a três anos de prisão.
Entenda o caso
Marcelo Dino, 13 anos, filho de Flávio Dino, presidente da Embratur, teve uma crise de asma no dia 13 de fevereiro enquanto praticava atividade física na escola em que estudava. O adolescente foi levado para o hospital por volta de 12h. Ao longo do dia, Marcelo foi levado para a UTI do hospital e às 6h do dia seguinte apresentou uma nova crise.
Durante a crise os médicos tentaram reanimá-lo, sem sucesso. Marcelo morreu na manhã do dia 14 de fevereiro.
No mesmo dia a família registrou uma ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia acusando o hospital de possível negligência no atendimento.