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Brasília

Marco Zero de Brasília foi revelado após reforma no Buraco do Tatu; família de 1º engenheiro do DF celebra memória

Quem passar pela via poderá verificar o local exato em que a estaca foi fincada pelo engenheiro Joffre Mozart Parada, chefe da topografia da Novacap

Agência UniCeub

01/08/2024 17h57

marco zero

Foto: Foto: Joel Rodrigues

Após 66 anos, o registro do Marco Zero da capital federal foi finalmente revelado com a reforma do Buraco do Tatu, na área central que liga as regiões Norte e Sul de Brasília, que foi liberada ao trânsito nesta quinta (1º/8).

Quem passar pela via poderá verificar o local exato em que a estaca foi fincada pelo engenheiro Joffre Mozart Parada, chefe da topografia da Novacap.

A placa de metal, que estava oculta pelo concreto do antigo pavimento, agora pode ser vista a partir da pintura que foi feita. 

Em pé, o filho de Joffre, José, e a filha Thelma, ambos ao lado da tia Glaucia Marina. Foto: Divulgação

A família de Joffre Parada, engenheiro responsável pela instalação do marco zero de Brasília, esteve presente na inauguração do novo ponto turístico. 

Família Parada com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Foto: Divulgação

Joffre Mozart Parada (1924-1976), natural de Vianópolis (GO), que teria sido o primeiro engenheiro a chegar a Brasília, chefiou a equipe que fez a demarcação do Plano Piloto e o Marco Zero. Um de seus trabalhos mais importantes foi a demarcação das terras e a criação do primeiro mapa do Distrito Federal.

Foto: Acervo da família

A engenheira Thelma Parada, filha de Joffre, compartilhou as contribuições do pai para a construção da Capital e as memórias da família.

Thelma Parada com os antigos equipamentos e documentos do pai. Foto por: Maria Eduarda Lima

“A gente passava, ali, no Buraco do Tatu, que é o marco zero, e falava: ‘Pai, buzina!’, diz Thelma

 Assista à entrevista no canal “Agência de Notícias CEUB”, no YouTube.

Legado

Com poucos projetos patenteados e muita discrição em seus trabalhos, a família Parada só descobriu muitos de seus trabalhos depois de sua morte. 

“Ele não contava nada do que ele fazia. Eu mesma só vim saber do que ele tinha feito através de jornais, depois que ele faleceu”, conta Thelma. 

Para a engenheira, o maior legado deixado pelo pai foi o amor ao trabalho, a responsabilidade e a honestidade.

Foto: Arquivo Pessoal

Por Ana Tominaga e Fernanda Ghazali

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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