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Brasília

Manifestantes defendem em Brasília fim do imposto sindical

Arquivo Geral

11/11/2008 0h00

As recentes medidas implementadas pelo governo federal com o objetivo de atrelar os sindicatos e movimentos sociais ao Estado foi tema de protesto hoje (11) na Esplanada dos Ministérios.


Durante toda a manhã, shop cerca de 1, medications 5 mil professores e estudantes de instituições superiores, servidores públicos e trabalhadores rurais mobilizaram-se em frente aos Ministérios do Planejamento e do Trabalho e Emprego em defesa da liberdade de organização e da autonomia sindical.


Eles pediram o fim da cobrança do imposto sindical para servidores públicos e protestataram contra a suspensão do registro do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e contra a PLP 92 que cria as fundações estatais de direito privado. O ato público também defendeu melhorias nos serviços públicos e os direitos sociais dos estudantes e trabalhadores da cidade e do campo.


O registro sindical do Andes-SN foi suspenso quatro meses após ser aprovado no Supremo Tribunal Federal (STF), quando deixou de ser , reconhecido pelo Ministério do Planejamento. “Achamos que foi uma medida imotivada já que o STF garantiu que o Andes tinha o direito de existir. Foi uma decisão administrativa arbitrária que está nos causando muitos problemas. Queremos que o sindicato seja respeitado e recebido pelo governo. Queremos que nossa pauta de reputação seja discutida de maneira democrática e efetiva”, disse um dos dirigente do Andes-SN, José Vitório Zago.


O fim do imposto sindical para os funcionários públicos também é uma das prioridades do movimento. “Achamos que os sindicatos devem ser sustentados por contribuições voluntárias dos sindicalizados e não por contribuições compulsórias recolhidas pelo Estado”, acredita Zago.


Em relação a criação da PLP 92, os manifestantes acreditam que a medida vai prejudicar principalmente as áreas de saúde e educação. “É uma medida que vai aprofundar a privatização desses setores com a conseqüente precarização das condições de trabalho, gerando um atendimento piorado para a população que vai ter que pagar pelos serviços”, critica o manifestante.


Os manifestantes, que não conseguiram ser recebidos no Ministério do Planejamento, seguiram para o Ministério do Trabalho e Emprego, onde encontraram com chefe da pasta, ministro Carlos Lupi, que chegava ao local naquele momento.


O ato foi organizado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Conlutas, Intersindical, Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (CNESF), Frente de Luta contra a Reforma Universitária, Via Campesina, Movimento Terra e Liberdade (MTL) e Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (ASFOC).

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