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Brasília

Mais quatro hospitais privados desativam vagas destinadas a pacientes do SUS

Arquivo Geral

11/11/2011 8h07

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Mais de 70 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de hospitais privados, que estavam disponíveis para pacientes da rede pública, foram desativados. A medida foi aprovada em assembleia dos diretores dos quatro hospitais filiados ao Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas (SBH), que mantêm contrato com a Secretaria de Saúde.

 

A decisão foi tomada por conta de uma dívida que  o Governo do Distrito Federal (GDF) tem com os hospitais privados. Com valores a receber acumuladas desde 2009, o sindicato afirma que somado, o montante já passa de R$ 107 milhões. Alguns hospitais já notificaram a Secretaria de Saúde e não estão aceitando mais pacientes da rede pública, mas as pessoas que estão internadas não sofreram nenhuma retaliação.

A Secretaria de Saúde informa que todas as despesas contratadas referentes a internação e leitos de terapia intensiva do ano de 2011 estão pagas. Com relação às dívidas de 2009 e 2010, o Decreto 32.713 foi assinado pelo governador e deu respaldo aos pagamentos dos valores nesta gestão.

Responsabilidade

Os quatro hospitais que suspenderam os tratamentos são o Hospital Home, na Asa Sul; Alvorada, em Taguatinga; Hospital Maria Auxiliadora, no Gama; e o Daher, no Lago Sul. Do começo do ano até agora, 15 hospitais suspenderam o contrato com a Secretaria de Saúde por causa de falta de pagamento. ”São muitos os prejuízos. Trata-se de uma transferência de responsabilidade do governo, pois é uma dor de cabeça a menos  para eles”, afirma Danielle Feitosa, superintendente do SBH.

 Promessas

Em nota, o SBH afirma que o governo já prometeu, por  várias vezes, quitar a dívida. Após terem o retorno da última reunião com o Secretário de Saúde, Rafael Barbosa, e o governador Agnelo Queiroz, no mês passado, o sindicato afirma que “nenhuma das promessas feitas  por ambos foram cumpridas.”

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (11) do Jornal de Brasília.

 

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