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Mais de 800 refeições são servidas por dia na obra do Túnel de Taguatinga

Especialista na condução de retroescavadeira, o mineiro Antônio Lopes, 55 anos, já se acostumou com os segredos da culinária

Foto: Geovanna Albuquerque/Agência Brasília

A construção do Túnel de Taguatinga é realizada com cerca de 400 operários. Durante a construção, os funcionários precisam se alimentar.

A comida é ofertada aos trabalhadores nos dois refeitórios montados próximo à grande intervenção que acontece no coração de Taguatinga. Um localizado no início do Pistão Sul, outro no sentido da Samdu, que fica do lado oposto da passagem subterrânea.

Por conta da covid, além de contêineres adaptados como pequenas cantinas, os operários podem fazer uso de duas tendas erguidas em ambiente aberto. “É um modelo que garante a circulação de ar efetiva no local”, destaca André Borges, engenheiro civil da Trier, uma das empresas que trabalham na obra do túnel.

Alguns profissionais optam por receber tíquetes de alimentação, podendo comer no estabelecimento que preferirem, obedecendo os horários de retorno. Mas o grosso do pessoal, cerca de 70%, opta em receber as marmitas entregues pelos fornecedores de comida.

O café com leite e o pão com manteiga, por exemplo, são servidos entre 6h e 7h30; as marmitas do almoço chegam às mãos dos operários entre 12h e 14h, e o lanche da tarde, às 16h. O que dá uma média de 840 refeições por dia.

“Os fornecedores são tradicionais no ramo, especializados em comida para construção civil”, conta o engenheiro civil Rodrigo Magalhães, representante legal do Consórcio Novo Túnel. “Já trabalham com a gente há muito tempo, garantindo um nível de satisfação adequado, que atende nossos colaboradores”, analisa.

É o caso da empresária cearense Irene Limeira, 58 anos, dona de um restaurante no Riacho Fundo especializado em oferecer comida para trabalhadores da construção civil no DF. Seu tempero nordestino tem feito a festa dos trabalhadores no canteiro de obras do Túnel de Taguatinga.

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“O segredo do negócio é a criatividade na hora de preparar as refeições”, explica. “Sempre diversificando o cardápio com três tipos de carne e surpresas, como farofas de carne seca, bacon com calabresa e couve, por exemplo. É uma comida caseira de qualidade”, diz.

O menu do almoço, além do trivial arroz com feijão, pode ser alternado com macarrão, farofa com ovo e feijoada na sexta-feira. Além da carne de panela e porco, há a opção do peixe. A salada vem embalada num desses recipientes de sanduíche e há opção de dois tipos de suco por dia.

Especialista na condução de retroescavadeira, o mineiro Antônio Lopes, 55 anos, já se acostumou com os segredos da culinária de dona Irene. “Não gosto de arroz, como pouco, então sempre peço algo diferente, como macarrão. Não tenho o que reclamar”, garante.

Encarregado do almoxarifado, o cearense Gilberto Severino, 46 anos, é também responsável por distribuir as marmitas para os trabalhadores na hora do rango. Também aprova a comida ofertada para ele e os colegas. “A comida é boa, tem muita opção, tem dia que até os engenheiros comem com a gente”, brinca.

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*Com informações da Agência Brasília








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