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Brasília

Licitação para obras do aterro de Samambaia devem começar em março

Arquivo Geral

07/02/2012 7h10

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Até a segunda quinzena de março deve ser divulgado o edital de licitação para construir o novo aterro sanitário de Samambaia, parte da política do Governo de Distrito Federal (GDF) para a gestão do lixo descartado de forma irregular e não aproveitado. A medida compõe o Programa Distrital de Resíduos Sólidos do DF, que inclui extinguir o Lixão da Estrutural até janeiro de 2013. A expectativa é de que o projeto executivo final do aterro sanitário seja entregue até o dia 15 de fevereiro. Com isso, será possível iniciar o processo de licitação.

 

Contudo, o projeto mal saiu do papel e já gera polêmicas. Moradores de Samambaia não estão confiantes nas ações do GDF. Para eles, ter um aterro na cidade traria consequências negativas, tanto à população como ao meio ambiente.

 

Líderes comunitários de Samambaia já mobilizaram os moradores da cidade várias vezes contra a instalação do aterro sanitário na Quadra 1.033, em Samambaia Oeste. A última manifestação ocorreu no início da manhã de ontem, quando cerca de 30 moradores protestaram na DF-180. Eles afirmam não terem sido  consultados pelo GDF, e alegam que o local destinado para o aterro é uma área de proteção ambiental, cercada  por nascentes. Além disso, há uma escola próxima ao terreno, que atende mais de 200 alunos.

 

“Samambaia em peso é contra essa medida. Fechamos a BR para mostrar que não seremos enganados. Ninguém quer morar perto do lixo”, reclamou Delson Pereira, prefeito da Quadra 1.029 de Samambaia e representante dos moradores.

 
O IDEAL

De acordo com o coordenador do Comitê de Resíduos Sólidos do GDF, José Ricardo Fonseca, existe um desconhecimento da população quanto a real natureza da medida. “Um aterro sanitário é diferente de um lixão. Para o meio ambiente, é a escolha mais sensata na gestão dos resíduos sólidos. Mas com o exemplo da Estrutural, as pessoas acham que Samambaia terá o mesmo fim, o que não é verdade. A área foi escolhida por meio de estudo de três anos, com vários levantamentos ambientais. Do ponto de vista legal e técnico o local é a melhor escolha”, informou Fonseca.

 

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) terá o papel de regular os serviços relacionados à coleta, destinação e tratamento dos resíduos sólidos do DF. O superintendente de Regulação Técnica da Adasa, Marcos Helano Montenegro, explica que o aterro sanitário é a forma mais segura, do ponto de vista ambiental, e sem os prejuízos trazidos por um lixão.

 

“O aterro vai receber só resíduos domiciliares – produzidos nas residências. Esse material vai passar por triagens, ser processado e reciclado. Com isso, o Distrito Federal  realmente entra para equacionar um dos principais problemas do DF, que é a gestão dos resíduos que prejudicam o meio ambiente”, explicou Montenegro.

 

 Leia mais na edição impressa desta terça-feira (07) do Jornal de Brasília.

 

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