Menu
Brasília

Lentidão para aprovar Estudo de Impacto de Vizinhança custa caro para o DF

Arquivo Geral

18/12/2011 8h39

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Cerca de 900 empreendimentos imobiliários estão parados no Distrito Federal por falta de documentos obrigatórios, como o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que libera a construtora para receber o alvará de construção, mas está saindo com lentidão das mãos dos órgãos responsáveis. O Park Sul, por exemplo, está parado e o prejuízo cresce diariamente por falta do documento.

 

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), caso as obras do DF estivessem a todo vapor, haveria uma movimentação de mais de R$ 11 bilhões no setor e o preenchimento de quatro mil vagas de emprego. Conforme o economista, José Ricardo Costa e Silva, uma obra parada é um grande gerador de problema.

 

“Começa pela deterioração. Tanto do investimento já feito quanto da parte física. Além disso, existe um prejuízo no investimento de tempo e de material. Fora o vandalismo, que muitas obras paradas sofrem. Ou seja, tudo fica deteriorado e em pouco tempo”, afirma. 

 

O economista ainda afirma que os prejuízos aparecem também com as horas de trabalho gastas e com a renda que não é gerada. “Tem impostos de serviço, de propriedade e vários outros que uma obra em andamento geraria ao governo. Ela parada é só problemas”, comenta.

 

A morosidade faz o prejuízo crescer. Empresas do setor e consumidores não estão satisfeitos com a situação. De acordo com o diretor da Silco Engenharia, Leonardo Guerra, deram entrada em um documento de um terreno, que só foi avaliado no fim de setembro. “Não falo de alvará, mas da análise do pedido. Agora, foram feitas as primeiras exigências. Isso é inadmissível”.

 

Insatisfeita também está a empresária Marisa Nunes, que sonha com a casa própria. Apesar do prazo de entrega de seu apartamento ainda não ter chegado, ela teme que esse período com obras paradas atrapalhe a data da entrega. “Se isso acontecer, tenho certeza que terei prejuízo. Pois não poderei ir para meu apartamento novo, nem liberar o que moro. Vai ser uma dor de cabeça”, afirma. E ela não está sozinha, vez que no Park Sul existem 14 empreendimentos parados por falta do documento.

 

Leia mais na edição deste domingo (18) do Jornal de Brasília.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado