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Caso Lázaro: Secretário de Segurança do DF vai a Goiás

Segundo Miranda, as últimas falas dos governadores Ibaneis Rocha e Ronaldo Caiado é um problema político e que não afetou a operação

Por Geovanna Bispo 17/06/2021 3h44

No nono dia de buscas pelo suspeito de chacina no Incra 9, Lázaro Barbosa, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Júlio Danilo, foi a Girassol, povoado de Cocalzinho (GO), onde estão concentradas as forças de investigação, se reunir com o também secretário de Segurança do Goiás, Rodney Miranda.

Segundo Miranda, as últimas falas dos governadores Ibaneis Rocha e Ronaldo Caiado é um problema político e que não afetou a operação. “Doutor Júlio está aqui com a gente para reiterar essa parceria até a gente resolver”, afirmou. “Em relação às forças de segurança, não houve nenhum problema, é um problema político”.

A pasta informa que a operação está sob jurisdição e coordenação da Segurança de Goiás e que as forças de segurança do DF estão à disposição. “No momento, de acordo com a estratégia das buscas, as ações das unidades do DF estão concentradas no trabalho de unidades especializadas das Polícias Militar e Civil”, comunica.

Na manhã de ontem (16), Ibaneis havia feito duras críticas à polícia goiana, afirmando que Lázaro estava fazendo as polícias “quase que de bobas”. “A caçada ao Lázaro nos impressiona. São quase 300 homens das polícias do DF e Goiás que estão atrás desse marginal e não conseguiram ainda localizá-lo, espero que aconteça o mais rápido possível para darmos a punição devida”, afirmou.

Mais tarde, Caiado rebateu o vizinho nas redes sociais e pediu respeito pela força policial. “Que Ibaneis não se atreva a desrespeitar policiais goianos, os melhores do País, novamente. Não admito. Se ele trata policiais do DF com grosseria, minha solidariedade a eles. Em Goiás a polícia é nosso orgulho. Trabalha sério para prender o facínora sem produzir mais vítimas”, escreveu no Twitter.

Fake news

Os secretários também comentaram sobre as fake news têm provocado, muitas vezes, interferências na operação. “É um problema sim. Não só essa fake news [de que Lázaro estaria em um cemitério], como outra de que ele já havia sido baleado, que já estava morto. Tudo isso atrapalha, porque não só a nossa Inteligência, como as unidades de operação, tem que checar. Às vezes a gente deixa de atender mais rapidamente uma informação procedente, para atender uma que não tem relevância”, ressaltou Miranda.

Força Nacional

Miranda também informou o acréscimo de 20 policiais da Força Nacional de Segurança Pública. Segundo ele, os militares devem chegar ainda nesta quinta-feira. “O Ministro Anderson Torres me ligou ontem oferecendo 20 policiais da Força Nacional, que estão chegando para ajudar. Estamos robustecendo cada vez mais a nossa ação. Logicamente que toda ajuda profissional é bem vinda”, disse.

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