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Brasília

Lavrador suspeito de molestar menina de seis anos era amigo da família

Arquivo Geral

02/06/2012 10h27

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Um homem de 52 anos é acusado de abusar sexualmente de uma a menina de seis anos, em Brazlândia.  O lavrador C.A.M. mora na mesma chácara da família da criança e, segundo familiares, nunca levantou suspeitas.

 

De acordo com a delegada-chefe da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), Ingrid Lucia Gomes, na quinta-feira, a mãe da garota, a dona de casa R.E.M.S., 27 anos, teria pedido para o homem ir à padaria comprar cigarros e comida para as crianças. “Ele disse que iria, mas que levaria a criança como companhia. No meio do caminho, o tio da menina e um amigo teriam visto ele tocando a criança e começaram a agredi-lo. Depois, acionaram a Polícia Militar. O homem dizia que iria matar os dois amigos”, afirmou a delegada.

 

Ainda de acordo com a Ingrid, o suspeito de cometer o abuso não prestou depoimento. “Ele afirmou que só falaria em juízo e não falou com os policiais. Ficou o tempo todo em silêncio. Ele não tem passagens pela polícia”, acrescentou.

 

A reportagem do Jornal de Brasília foi até à chácara onde a criança mora com a mãe, o tio e uma irmã mais nova, de dois anos, e conversou com a mãe da vítima. “Ele sempre se mostrou uma pessoa boa, conversava com a gente e algumas vezes até ajudava. Estou há dois dias sem dormir pensando nisso”, afirmou a mãe, muito abalada.

 

A mulher contou que o suspeito de ter abusado da criança a conhece desde quando a menina nasceu. “Ele fez parte da minha família, era de confiança e faz isso comigo. Eu quero saber o porquê de ele ter feito isso com uma criança. Não tenho medo, mas estou com muito nojo”, disse.

Segundo a mãe da menina, a criança contou para a polícia que não foi a primeira vez que isso tinha acontecido. “Eu estou muito triste, nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Era raro deixá-la sozinha com ele. Hoje, ela está bem, ri e brinca, mas sei que precisará de cuidados”, afirmou a mãe.

 

O tio da menina, o autônomo R.C.M.S., 19 anos, conta que sentiu e ainda sente muita raiva de tudo que aconteceu. “Eu a escutei dizendo que quando crescesse, se casaria com ele. Quando ouvi a voz, reconheci e fui ver e me deparei com aquela cena nojenta. Não sei do que sou capaz se encontrá-lo na minha frente”, afirmou o autônomo. 

Um chacareiro do local, que se diz amigo do suspeito, afirmou que o lavrador é um homem tranquilo. “Até agora não acredito no que aconteceu. Ele é um homem bom, de índole boa. Nunca se mostrou agressivo e falava dessas crianças como se fossem da família dele. É uma triste realidade”, afirmou o homem, que preferiu não se identificar.

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