Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Ao todo, 46 dias se passaram desde que uma lancha com 11 passageiros veio a pique no Lago Paranoá, em 22 de maio último. No maior acidente náutico da história do Distrito Federal, duas irmãs que não sabiam nadar, perderam a vida. No entanto, o laudo pericial sobre a tragédia não ficou pronto e o inquérito policial permanece aberto.
De acordo com o delegado-chefe da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), Silvério Mota, a greve da Polícia Civil, que durou 14 dias, atrapalhou o andamento do inquérito. Ele disse ainda que todas as pessoas que precisam prestar depoimento já foram ouvidas. “Houve esse atraso, mas o laudo da perícia deve ficar pronta em dez dias”, afirmou.
O delegado explicou que o laudo está sendo aguardado para embasar o indiciamento do piloto da lancha. Na avaliação de Silvério Mota, tudo indica que o piloto da embarcação, o técnico em informática José da Rocha Costa Júnior, 33 anos, poderá responder por homicídio culposo. “Está comprovado que o responsável pela lancha ingeriu mais bebida alcoólica do que o limite estabelecido. O teste do bafômetro foi realizado às 7h do domingo, quatro horas depois do acidente”, afirma.
Leia mais na edição desta terça-feira (6) do Jornal de Brasília.