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Brasília

Lago Sul apresenta o maior risco de enfrentar um surto de dengue

Arquivo Geral

27/01/2012 7h10

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Dentre as quatro regiões do Distrito Federal que apresentam os mais elevados índices de infestação predial pelo mosquito Aedes aegypti, o Lago Sul apresenta o maior risco de enfrentar um surto de dengue. Isso porque, conforme os dados da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde do DF, o Lago Sul apresentou o mais alto índice de infestação do DF (6,6%). Isso significa que, a cada cem casas do bairro, seis têm focos do mosquito.

 

A preocupação da Dival é com a possibilidade de abrangência, já que os mosquitos atacam inclusive a vizinhança, podendo espalhar novos depósitos do inseto. A segunda região mais ameaçada de surto é o Guará 1, com índice de infestação predial de 5,7%, seguido pelo Park Way com 4,9%, e a Asa Sul, com 4%. Esses dados foram constatados por meio da pesquisa bimestral realizada pela Dival.

 

Para a gerente de Operações de Campo da Dival, Kenia Cristina Oliveira, a situação preocupa devido às condições do tempo. “Nos últimos dias, a chuva deu uma estiada, aumentando o calor. As pessoas acham que devido à pouca chuva a proliferação diminui. É o contrário. Já choveu e já acumulou água, agora, com o calor, os ovos eclodem e o ciclo continua. É indispensável que se aumente ainda mais a vigilância de cada morador com o próprio quintal”, afirma.

 

Focos

 

Em uma construção nas proximidades da Península dos Ministros, no Lago Sul, três pequenos poços acumulam água parada enquanto vizinhos e operários da obra continuam expostos. Um operário afirma que tem sido colocado remédio para evitar a proliferação do mosquito, mas testemunhas afirmam que nada tem sido feito.

 

No Guará, o catador de material reciclável José Fernando Araújo, de 39 anos, separa o resíduo que revende e diz que cuida para evitar que potes e garrafas de plástico ou vidro que recolhe nas ruas fiquem mais de quatro dias no local. Ele já foi vítima de dengue e quer esquecer a doença. “Quando chega essa época, por aqui não há cristão que durma com tanto mosquito. Tenho experiência e revendo meu produto rápido, mas o mato ajuda a espalhar os mosquitos.”

 

Segundo Aparecido Miranda, da Dival, no Guará os focos estão ligados principalmente à região da Colônia Agrícola Águas Claras, que é ligada ao bairro e puxa os índices para cima. “Lá, encontramos focos constantemente, pois há terrenos muito grandes e muitas obras no local”, diz.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (27) do Jornal de Brasília.

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