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Já são nove dias de buscas por Lázaro

Vítimas anteriores e pessoas ligadas ao passado do assassino têm vindo à tona e reafirmado sua periculosidade

Por Willian Matos 17/06/2021 7h40
Foto: Divulgação

Já faz mais de uma semana que Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, está foragido. A mobilização policial e midiática em cima do caso tem crescido, mas o procurado tem conseguido se embrenhar na mata da região de Edilândia-GO e despistar as autoridades — e seguir cometendo crimes.

Na quarta-feira (16), não houve indícios confirmados do paradeiro de Lázaro. Policiais encontraram camisa com sangue próximo a Cocalzinho de Goiás-GO, mas não há certeza de que pertence ao assassino. Também correu em aplicativos de mensagem uma falsa informação de que ele teria sido encontrado morto. Autoridades desmentiram o boato.

Nos últimos dias, pessoas que tiveram algum tipo de ligação com Lázaro no passado têm surgido e reafirmado os antecedentes criminais do homem. Uma mulher disse que, em 2019, quando tinha 19 anos, Lázaro e o irmão abusaram sexualmente dela.

“Eles estavam vigiando a nossa família tinha uns 15 dias, o Lázaro e o Deusdete. Eles invadiram a nossa chácara umas duas horas da manhã, se não me engano num domingo. Com arma, faca, muita violência. Muito cruéis. Creio serem torturadores natos, agiam há muito tempo. O Deusdete bem mais violento que o Lázaro na época. Subjugava a gente o tempo todo. Batia. Pediu para tirar a roupa, prendeu a gente no banheiro. E simplesmente eles me escolheram, me sequestraram, me levaram para o córrego, para o mato. E lá me violentaram, me xingaram, me bateram com a arma. Muito bárbaros. Não era para estarem soltos”, contou.

Fato é que Lázaro ainda não foi encontrado. Os mais de 200 policiais da força-tarefa seguem mobilizados na busca. Há uma base montada em Girassol-GO.






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