Bruna Sensêve
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Amanhã, em audiência pública, a Secretaria de Transportes do DF deve apresentar a proposta do novo sistema de transporte urbano à população. Entre as medidas está a implementação da integração completa de ônibus e metrô, renovação de 75% da frota e a troca do modelo de contratação de frotas por bacias. A previsão é que o edital seja lançado em fevereiro. Se não houver impedimentos legais ao processo, o usuário do transporte público deverá receber todas as melhorias até setembro de 2012.
“Quando nós assumimos, eu vinha repetindo que um sistema que tem mais de 30 anos com problemas você não resolve simplesmente trocando ônibus e operador. O sistema de transporte coletivo de Brasília precisa de alguns ajustes estruturais”, afirma o secretário de Transportes, José Walter Vazquez. O primeiro deles deverá ser a renovação inicial de 75% dos ônibus que rodam em Brasília, hoje, sem qualquer tipo de contrato com o Governo do Distrito Federal.
A partir daí, nenhum dos veículos poderá ultrapassar os sete anos de uso. A proposta também trará novos padrões exigidos para a frota, como bancos e encostos estofados, piso interno recoberto com manta de borracha antiderrapante, isolamento térmico e acústico, cesto de lixo, aumento da largura mínima das portas, acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, GPS e, ainda, destino e linha indicados por letreiros também na lateral do veículo.
O número de linhas deverá ser racionalizado e diminuído para pelo menos a metade. Atualmente são 1.100 linhas. Para isso, foi feito um estudo detalhado das necessidades de deslocamento. Numa cidade onde havia diversas linhas, passarão a existir alimentadoras e expressas. Assim, as linhas internas promovem o transporte da cidade e trazem os passageiros para os terminais das expressas que levarão a outras regiões administrativas.
A integração de 100% é um dos mecanismos propostos que poderão possibilitar essa redução de linhas. O usuário poderá pegar todos os ônibus de seu trajeto e pagar somente pela passagem de maior valor, pois a tarifa será integrada. Se for comprada a primeira, na segunda passagem ele paga somente a diferença, se houver. “Se fosse hoje, você sairia de Planaltina até o Gama com apenas R$ 3 de passagem”, detalha o secretário. Ele prevê cerca de 40 minutos de possibilidade de integração desde a última bilhetagem, que podem ser adaptados no sistema caso seja um horário em que a linha demore mais tempo para fazer o trajeto, por exemplo. A integração também incluirá o metrô.
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