Carlos Carone
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Manobras perigosas, desatenção e imperícia dos motociclistas que circulam pelas vias do Distrito Federal alavancam os números da violência no trânsito. Mais vulneráveis do que os motoristas de carros, os acidentes envolvendo pilotos de motos quase sempre terminam em lesão corporal grave ou morte.
Levantamento inédito do Ministério da Saúde mostra que o custo de internações por acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2011, foi 113% maior do que em 2008, passando de R$ 45 milhões para R$ 96 milhões. O crescimento dos gastos acompanha o aumento das internações, que passaram de 39.480 para 77.113 hospitalizados no período.
Dados do Detran-DF apontam para 18 óbitos nos primeiros três meses deste ano. Em todo o ano passado, 95 motociclistas perderam a vida em acidentes. O presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Distrito Federal (SindMoto), Reivaldo Alves, afirma que os dados nacionais produzidos pelo SUS são preocupantes e se aplicam à realidade do DF.
“Não temos a fiscalização necessária e muito menos campanhas educativas que penetrem na massa de motociclistas que existe na cidade”, disse o presidente. Segundo ele, o número de mortes contabilizadas em todo o ano passado pelo SindMoto foi de 130 casos, 35 a mais do que o Detran.