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Brasília

IML exuma corpo de bebê morto pela bactéria streptococus pyogenes

Arquivo Geral

31/12/2011 7h09

Técnicos do Instituto Médico-Legal do Distrito Federal (IML) realizaram a exumação do corpo do bebê que morreu no Hospital Regional do Paranoá por suposto erro médico. O procedimento foi encerrado por volta das 10h de ontem (30), e não foi divulgada a previsão para o resultado dos exames. Há suspeita de que a criança poderia ter recebido dose excessiva de calmantes.

A Secretaria de Saúde diz que a morte foi provocada pela “síndrome do choque tóxico”, causada pela bactéria streptococus pyogenes. As intimações para as oitivas da equipe médica devem acontecer na próxima semana. “Vamos examinar o prontuário e ouvir todos os envolvidos no atendimento”, diz o delegado-chefe da 6ª DP, Joás Bragança Borges.

O bebê de oito meses morreu no último dia 20, depois de chegar à unidade com febre alta. Os pais, a doméstica Maria Gleicivane Alves da Silva, 28 anos, e o camelô João Batista da Silva, 26 anos, registraram boletim de ocorrência com pedido de abertura de inquérito. O registro foi feito após a denúncia de uma enfermeira do Hospital do Paranoá de que a causa da morte teria sido uma superdosagem de Diazepan, calmante usado para tratar convulsões.

Após o procedimento para enviar o corpo da criança para o IML, João Batista mostrou o resultado do exame que teria apontado o contagio pela  bactéria. O documento traz datas divergentes. O menino morreu no último dia 20 e o exame diz que a coleta foi feita no dia 23 às 15h41.

O pai acompanhou todo o procedimento e disse que só vai descansar quando realmente tiver a certeza do que ocorreu. “Um pedaço de mim foi arrancado. Os médicos dizem que foi infecção, o governo disse que foi uma bactéria. Queremos saber a verdade”, desabafou.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren/DF), que também investiga o caso, informou que, se for confirmado erro do profissional que administrou a medicação à criança, ele pode ser advertido ou até mesmo ter o registro cassado.

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