Carlos Carone
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Novas provas começaram a ser coletadas pelos investigadores da Polícia Civil que apuram as circunstâncias da suposta briga de trânsito entre um sargento da Polícia Militar e um grupo de rapazes da mesma família, na madrugada do último domingo, em uma pista paralela à via Estrutural. Dois irmãos acabaram sendo atingidos por disparos de arma de fogo. Um comerciante de 32 anos morreu e o outro, de 22, continua internado.
Policiais da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) conseguiram recuperar imagens de câmeras de vigilância instaladas em um comércio próximo ao local do incidente. No entanto, as imagens não registraram o momento dos disparos efetuados pelo militar lotado na Companhia de Polícia Ambiental (CPMA). A filmagem, que sofreu algumas interrupções, mostra, de forma precária, a movimentação de homens em direção a um terceiro. Em seguida, os três homens saem do raio de alcance da câmera.
De acordo com o delegado da 17ª DP, Bruno Carvalho, o policial não será indiciado até que todas as investigações sejam concluídas. A polícia espera pelo resultado dos exames periciais. “Somente esses laudos podem confirmar algumas versões que já foram contadas em depoimento. Enquanto o policial defende a versão de que foi acuado e agiu em legítima defesa, outras testemunhas que estavam na companhia das vítimas dizem que se aproximaram dele apenas para acalmá-lo”, disse o delegado.
Em depoimento, o militar chegou a dizer que teria disparado algumas vezes quando tropeçou e caiu. O sargento afirmou que perdeu o equilíbrio quando começou a andar para trás, já que o grupo de pessoas que estava com J.P.C, 22 anos, começou a andar em sua direção. “Os peritos poderão dizer se a trajetória das balas que atingiram o motorista do Pollo e seu irmão partiram de baixo para cima”, explicou Carvalho.
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