Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

Ogoverno está identificando uma nova demanda para os moradores de baixa renda do Distrito Federal. Muitos possuem imóvel próprio, mas não têm condições financeiras para melhorar o ambiente onde vivem. Eles não se enquadram exatamente na atual política habitacional para essa categoria, mas pedem atenção do governo, que sinaliza com a possibilidade de desenvolvimento de uma ação específica para essa situação. Esse fato foi constatado a partir das discussões sobre o Plano de Habitação de Interesse Social (Plandhis), iniciadas nas primeiras etapas da Conferência Distrital das Cidades Extraordinária.
De acordo com informações da Secretaria de Regularização, Habitação e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Sedhab), esse pedido vem de dois tipos de cidadãos. Moradores de cidades constituídas no período da construção de Brasília, como Candangolândia e Núcleo Bandeirante, começam a demandar por melhorias. São pessoas que construíram suas casas há muito tempo e não fizeram nenhuma reforma. Dessa forma, hoje, essas moradias poderiam ser classificadas como habitação precária. Essa situação, no entanto, é mais recorrente em estados e cidades com mais idade que Brasília.
O maior volume de pedido por melhorias na habitação é ouvido em cidades do DF onde está a população de mais baixa renda, como Cidade Estrutural, Varjão, quadras QNR e condomínios Pôr do Sol e Sol Nascente, em Ceilândia. Localidades como Samambaia e Recanto das Emas, que são cidades mais jovens, também demandam por melhoria habitacional. No entanto, a dinâmica é outra. Nesse caso, a demanda é por ajuda ao morador para construir sua residência. Ele teve acesso ao terreno, mas não ao financiamento para construção da moradia.
“O cidadão, às vezes, mora numa casa que tem sala, cozinha, banheiro, um quarto para o casal e os filhos dormem todos no outro quarto. Então, dentro de uma política de melhoria habitacional, apontada pelos delegados, o governo tem de encontrar saídas para isso. Pode até ser construído mais um cômodo na casa, para separar meninos de meninas”, explica Rafael Oliveira, secretário adjunto da Sedhab.
Melhorias
Oliveira explica que essas pessoas têm um terreno próprio, inclusive em cidades que foram constituídas pelo próprio governo, mas não possuem capacidade de melhorar a condição de sua habitação. “Também falo de planejamento, porque isso pode garantir que as pessoas façam o projeto de expansão da casa respeitando os parâmetros urbanísticos que estão colocados para a região dele.” Oliveira esclarece que essas demandas surgiram durante os debates feitos na Conferência Distrital das Cidades, cuja última etapa será realizada nos dias 9, 10 e 11 de dezembro.
Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (08) do Jornal de Brasília.