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Brasília

HRW publica guia para <i>proteger</i> jornalistas em Pequim

Arquivo Geral

25/07/2008 0h00

A organização pró-direitos humanos Human Rights Watch (HRW) informou hoje que publicou um guia de bolso com conselhos de proteção para jornalistas que pretendem viajar à China para cobrir os Jogos Olímpicos.


A HRW anunciou em comunicado que o guia de bolso, com 23 páginas, inclui “conselhos para informar em um país muito fechado” e enfatiza os riscos enfrentados por fontes e profissionais chineses” da área.


A organização pró-direitos humanos, com sede em Nova York, se dirige a 25 mil jornalistas estrangeiros que devem informar sobre os Jogos e afirma que “a fixação do Governo chinês pelo controle faz com que até ambientes aparentemente seguros sejam imprevisíveis”.


“A plena liberdade de imprensa para os jornalistas internacionais que visitam o país foi um dos pilares da candidatura olímpica de Pequim, mas muito antes da abertura dos Jogos esse compromisso já foi violado”, diz o guia.


A HWR também adverte jornalistas esportivos “não acostumados à vigilância governamental”. Estes, acrescenta a organização, devem saber que “o Governo chinês poderia estar interessado em controlar até as atividades jornalísticas mais básicas”.


No guia, os direitos dos jornalistas são reforçados, “em relação à autorização temporária dada pelo Governo chinês para jornalistas estrangeiros e aos riscos que estes ou suas fontes chinesas podem enfrentar”.


“Muitos dos jornalistas que se dirigem a Pequim são repórteres esportivos experientes e de Jogos Olímpicos, mas o ambiente na China impõe desafios únicos”, disse a diretora de Comunicação da HWR, Minky Worden.


O guia foi publicado em espanhol, inglês, francês, alemão e japonês, e a organização pró-direitos humanos disponibilizou os conselhos de forma gratuita na internet (http://china.hrw.org).


“A China é líder mundial em detenção de jornalistas, censura de internet e represálias contra cidadãos considerados fontes de notícias críticas ao Governo”, avalia a HWR.


A ONG insistiu em destacar que seus analistas prepararam o documento para servir de “guia de sobrevivência” no caso dos repórteres que vão trabalhar na China durante os Jogos.


O guia de bolso reúne ainda direitos dos jornalistas estrangeiros, assuntos de direitos humanos mais sensíveis no país asiático e instrumentos jurídicos do Governo chinês para prevenir e sancionar coberturas jornalísticas.


Igualmente aborda aspectos de segurança e vigilância, com conselhos para enfrentar a censura e lidar com a Polícia em situações problemáticas.


“Esperamos que os repórteres que vão a Pequim façam todo o possível para informar sobre a complexa história do cotidiano na China de hoje, incluindo grandes histórias humanas, além das arenas esportivas”, completou a diretora Worden.

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