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Brasília

Hora de voltar às aulas

Arquivo Geral

09/02/2009 0h00

Com o fim das férias de verão, ask mais de 500 mil alunos retornam hoje às  620 escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal. Na segunda-feira da semana passada, cerca de 300 mil estudantes dos colégios particulares já haviam voltado às salas de aula. Isso deve fazer com que haja um aumento do fluxo de veículos e pedestres próximo às escolas da capital.


Para manter sob controle o tráfego de veículos nas imediações das escolas, a Secretaria de Educação, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) e Batalhão Escolar estão promovendo campanhas educativas voltadas aos alunos, pais e responsáveis. Além disso, o policiamento será intensificado em todo o DF, principalmente nos horários de entrada e saída dos estudantes.


Com mais pedestres e veículos nas ruas, a atenção no trânsito deve ser redobrada, alerta o Detran. Por isso, os alunos devem redobrar os cuidados ao atravessar as faixas de pedestres. Eles só devem cruzá-las quando os veículos pararem. Ao ir para os colégios nos carros dos pais ou responsáveis, também não podem esquecer de usar o cinto de segurança.


Desde a semana passada, o Detran tem 20 equipes trabalhando na campanha educativa realizada nos semáforos próximos às escolas. O órgão está distribuindo cartilhas com dicas para os pais e motoristas sobre como se comportar no trânsito. As equipes também exibem um quadro negro com orientação para a comunidade escolar e motoristas. O trabalho será intensificado nesta semana.


Paralelamente, o Detran e o Batalhão de Trânsito realizarão operações de fiscalizações nos locais de maior concentração de escolas, como a L2 Sul e Norte e W4 e W5 Sul e Norte.


Segurança


O Batalhão Escolar planeja ainda várias ações para desenvolver durante o ano letivo. Entre elas, operações de revista aos estudantes, usando detectores de metais, e de maior controle de bares, quiosques e lanchonetes localizados perto de escolas.
 
Nesta semana, também começam a ser distribuídas nas escolas cartilhas com dicas de prevenção à violência. Ao mesmo tempo, o Batalhão Escolar promoverá palestras nos colégios. As ações fazem parte da Política de Promoção da Cidadania e Construção de Cultura de Paz, da Secretaria de Educação do DF.


De acordo com o comandante do Batalhão Escolar, tenente-coronel Nelson Werlang Garcia, as escolas da rede pública de ensino também poderão contar, ainda neste ano, com os Conselhos de Segurança Escolar. Eles serão formados por professores, pais e responsáveis, além de representantes do Governo do Distrito Federal.
Na avaliação de Garcia, isso vai ajudar a reforçar a segurança dos alunos e professores nas escolas. A iniciativa visa a tornar o ambiente escolar mais sadio, evitando brigas entre alunos.
O tenente-coronel lembrou que a briga que levou mais de 40 jovens ao Parque da Cidade, na última sexta-feira, deve servir de alerta aos pais, responsáveis e professores sobre a importância de manter boas relações nos ambientes escolar e familiar. “O pai precisa conhecer melhor o filho, acompanhá-lo na escola e conhecer com quem ele se relaciona”, assinalou Garcia.


A formação de Conselhos de Segurança Escolar também deverá contribuir para inibir a ações de traficantes que agem próximo às escolas. Por intermédio deles, os colégios poderão promover palestrar de prevenção ao uso de tóxicos.


Alunos


A volta às aulas também é um momento importante para os alunos. Eles vão reencontrar amigos e ter novos aprendizados. Quem troca de escola, invariavelmente tem a sensação de um recomeço.
 
As irmãs Laura da Silva, 10 anos, e Luciana Vieira, 17, estudantes da 5ª série do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio, respectivamente, estão mudando de escola. Laura foi remanejada para o Centro de Ensino 18, no Setor P Sul, em Ceilândia, e está contando as horas para chegar ao novo colégio. “Espero encontrar muitos colegas do ano passado, que também foram remanejados”, disse a menina.

As expectativas de Luciana são ainda maiores. Ela se mudou de Goiânia para o Distrito Federal e espera se adaptar à cidade e à nova escola, o Centro Educacional 6, também no P Sul.  “Estou um pouco apreensiva para saber como é o nível do ensino aqui. Espero que seja bom”, comentou.

Ontem, véspera do início das aulas, ainda havia pais comprando material escolar. Alessandra Regina Ferreira, que tem dois filhos na rede pública de ensino, estava à procura de material escolar para a filha Ana Beatriz, 9 anos, aluna da 3ª série no Centro de Ensino Fundamental 1, no Cruzeiro. Ela reclamou que os preços do material estão altos. “Mesmo a escola emprestando todos os livros didáticos, fica muito caro.”

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