Gabriela Coelho
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Ohelicóptero que caiu às margens do Lago Paranoá na noite de quinta-feira não tinha autorização para pousar no estacionamento do shopping Pier 21, onde teria descido para pegar três passageiros. Além disso, D.R.R., de 26 anos, possui habilitação de piloto privado desde junho de 2011, uma licença que não lhe permite trabalhar como piloto. Portanto, poderá responder judicialmente por isso.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que possíveis punições recairão sobre o piloto e o proprietário do helicóptero, caso haja irregularidade quanto ao local de pouso e decolagem. O piloto está sujeito à perda da licença e o dono da aeronave poderá ter de pagar multa.
De acordo com um especialista em aviação, que preferiu não se identificar, sendo ele piloto privado não pode executar voos remunerados. “Ele foi formado no curso prático de piloto privado de helicóptero pelo Aeroclube de Goiás, em Goiânia, e pode voar em aeronave própria ou por hobby somente”, afirma a fonte.
De acordo com o especialista ouvido pelo Jornal de Brasília, D.R.R. não poderia ter um contrato para prestação de serviço como piloto. “Há grandes indícios de que ele estivesse fazendo um voo freelancer, que é quando o proprietário da aeronave, em vez de contratar um piloto, procura um piloto habilitado no tipo da aeronave, apenas para fazer aquele voo, pagando-lhe as horas de voo”, explica.
“Isso é vantajoso para o proprietário e para o piloto. Para o proprietário, porque sai mais barato; e para o piloto, porque não podendo ter um contrato de trabalho por possuir apenas a habilitação de piloto privado, pode ir juntando suas horas para, no futuro, conseguir a habilitação de piloto comercial”, esclarece a fonte.
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