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Brasília

Grilagem enfrenta cerco, ações levam quase 80 para a cadeia em três meses no DF

Arquivo Geral

29/02/2012 7h14

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

São quase 80 pessoas detidas no Distrito Federal pelo crime de parcelamento irregular de terras, desde dezembro de 2011. O número chega a praticamente uma prisão por dia nos últimos três meses. Esse tipo de ação é inédita na história do combate à grilagem de terras no território brasiliense. Mais três prisões ocorreram na manhã de ontem, porém com um diferencial: segundo a polícia, a quadrilha encabeçava a venda ilegal de lotes públicos desde 1998. A suposta líder do grupo M.N.L.P., 43 anos, já estava encarcerada desde 10 de dezembro de 2011, onde deverá permanecer até seu julgamento na próxima semana. Estima-se que o grupo possa ter lucrado dezenas de milhões de reais durante os 14 anos de ação. Dois ainda estão foragidos.

 

A Operação Miragem, 2 da Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema), cumpriu seis mandados de prisão. Um deles para M.N.L.P., que já possui uma passagem anterior por crime contra a ordem tributária e foi apreendida na Operação Teia de Aranha, no ano passado, enquanto comandava retroescavadeiras que traçavam as ruas de um parcelamento. Seu companheiro A.J.G.B., 35 anos, identificado como um dos corretores do grupo, possui passagem na 30ª DP por porte ilegal de arma de fogo e permanece foragido.

 

Da mesma forma, A.C.S., 36 anos, também corretora, ainda não tinha sido encontrada pelos agentes da Dema, até o fechamento desta edição. Ela possui passagem na 9ª DP e 24ª DP por estelionato e receptação, respectivamente. Junto com K.R.F.S., P.C.S. e M.J.F.A., presos ontem, a quadrilha faria parte de um esquema de grilagem no Condomínio Residencial Veneza, no Altiplano Leste, próximo ao Lago Sul.

 

A sede do condomínio está localizada no comércio local da região administrativa do Jardim Botânico. Ali eram fechados os contratos para venda dos lotes. Pelo menos 90 compradores já foram identificados por meio da correspondência e documentação encontradas no local. O site do condomínio ainda está no ar e apresenta uma sala no Condomínio Portal do Lago Sul como sua sede. A reportagem entrou em contato com o condomínio, porém, ninguém soube responder pelo parcelamento irregular do Lago Sul.

Leia mais na edição impressa desta quarta-feira (29) do Jornal de Brasília.

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