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Brasília

Grilagem de terras é um dos crimes mais rentáveis e que não é punido exemplarmente

Arquivo Geral

08/01/2012 7h30

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Sete prisões por grilagem de terras foram feitas em menos de 30 dias no Distrito Federal. Esse é o rendimento que a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) quer manter em 2012. A detenção de pessoas que fazem o parcelamento irregular de terras no DF será endurecida. A primeira medida é manter atrás das grades todas as pessoas flagradas vendendo lotes ou loteando terrenos. A rentabilidade desse negócio também será atacada de frente. O patrimônio do grileiro será relacionado e os bens serão expropriados. Duas pessoas presas em flagrante por parcelamento nas últimas operações da Polícia Civil continuam detidas.

 

Os autos em flagrante agora serão convertidos em prisão preventiva e todo o patrimônio adquirido de forma ilícita e criminosa terá ações movidas para expropriação dos bens.  As medidas serão aplicadas aos negociadores de pequeno a grande porte. As medidas, inclusive,  já se aplicam às últimas apreensões. Para isso, o combate foi reforçado. O diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), delegado Mauro Cezar Lima, afirma que todo o trabalho da DPE será realizado de forma integrada.

 

“A polícia que combate as drogas também vai dar apoio ao combate à grilagem. Aqueles que combatem o crime contra a mulher também vão combater a grilagem de terras e vice-versa. Estamos interagindo. A polícia trabalha integrada, não são mais delegacias especializadas isoladas”, explica.

 

impunidade
A grilagem seria um dos crimes mais rentáveis e sem punição rigorosa. A DPE buscou junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público a efetivação da ação policial que, até então, não conseguia manter grileiros presos por muito tempo. “Tanto é verdade que pouco tempo atrás os grileiros levavam milhões fatiando uma cidade inteira. Eram autuados em flagrante e não acontecia nada. Nenhum deles era condenado. Nenhum deles pagava por seus crimes”, afirma o delegado. Ele considera que muitas vezes a legislação é benevolente com alguns criminosos e a equipe da Dema agora atua de forma específica para combater a grilagem de terras.

 

Leia mais na edição deste domingo (8) do Jornal de Brasília.

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