Da redação
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Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal pela ilegalidade da greve, policiais civis optam por continuar o movimento. Em nova assembleia, realizada ontem, um número reduzido de grevistas foi alertado sobre as questões judiciais e o enfraquecimento do movimento. Por maioria ampla, a paralisação foi mantida, com 70% do efetivo trabalhando, assim como decisão anterior estabeleceu. O governador Agnelo Queiroz afirma que, se houver descumprimento da decisão judicial, medidas mais duras serão implementadas pela administração.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), Ciro de Freitas, a entidade já acionou sua assessoria jurídica, que buscará meios para interpor a decisão do Supremo. Ele disse que o sindicato ainda não foi oficialmente notificado pela Justiça e não tem conhecimento do teor completo da decisão proferida pelo ministro Cezar Peluso. “Foi uma decisão monocrática, apenas um juiz se manifestou. O governo não apresentou nada de novo e os pleitos não foram atendidos”, argumenta Ciro.
A greve chega ao seu 34º dia. Segundo Ciro, estão sendo feitos os atendimentos e investigações de casos mais graves e com perigo à vida do cidadão. Ocorrências menores acabam sendo prejudicadas. A assembleia que aconteceu nesta terça-feira (22), por volta de 15h, na Praça das Bandeiras da Esplanada dos Ministérios, contou com quase 200 pessoas. Após a deliberação, os manifestantes seguiram pelo Eixo Monumental até o Supremo. O trânsito, no entanto, começou a se complicar com o movimento, que ocupou todas as faixas da rua e subiu até o Ministério do Planejamento, na altura da Catedral de Brasília.
Esforço
Questionado sobre as providências que o GDF estaria tomando para atender às reivindicações dos policiais, o governador Agnelo Queiroz afirmou que houve um grande esforço para regularizar a situação. “O governo fez o que podia. Você sabe que a nossa Polícia Civil é a mais bem paga do Brasil. Um policial civil inicial ganha R$ 7 mil, duas vezes mais que um médico. E é evidente que você tem que ter limites em relação a isso”, declarou o governador.
Entre as reivindicações da categoria estão: aumento do efetivo policial; pagamento dos passivos financeiros; transformação do cargo em extinção de agentes penitenciários em agente da Polícia Civil; publicação do decreto que altera os critérios de progressão funcional da carreira; plano de saúde subsidiado; e reposição das perdas salariais da inflação, em 13%.