Luís Augusto Gomes
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Dois homens aplicaram um golpe muito bem articulado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e na Caixa Econômica (CEF). A dupla descobriu, possivelmente por publicações de livre acesso contidas no site do TJDFT, que havia um processo com alvará disponível para um funcionário público sacar mais de R$ 16 mil no 4º Juizado Civil. Diante disso, falsificaram uma Carteira de Identidade e foram ao Fórum, onde retiraram o documento e, em seguida, se dirigiram à agência da CEF do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), onde sacaram o dinheiro.
A operação só foi descoberta porque o servidor público M.B.B., 43 anos, morador do Lago Sul, autor de uma ação por danos morais e materiais movida contra uma companhia aérea, ganhou a causa e foi ao 4º Juizado buscar o alvará para retirar o dinheiro pago pela empresa. Lá, ficou comprovado que o documento tinha sido entregue aos falsários.
Ao tomar conhecimento do golpe, o TJDFT acionou a segurança. Os vigilantes levaram as fitas das câmeras do circuito de segurança do órgão e a vítima para registrar ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). O delegado chefe, Anderson Espíndola, instaurou inquérito policial para investigar o caso.
Por meio das imagens e do número da conta para a qual foi feita a transferência do dinheiro, o delegado identificou os golpistas P.W.D.C., 36 anos, e seu primo A.C.F., de idade não revelada. Na opinião de Espíndola, os falsários agiram rápido e foram muito ousados ao usar um documento falso para retirar um alvará no Tribunal de Justiça.
Movimentação
Após pegar a certidão, os homens foram à agência bancária, sacaram R$ 3 mil e transferiram o restante para a conta de M.D.S., em uma agência da CEF, em Ceilândia. O delegado informou que às 14h55 o valor entrou na conta da mulher. Vinte minutos depois, às 15h15, ela estava no banco, onde sacou R$ 5 mil em dinheiro e fez três transferências para a conta do marido H.C.S, deixando R$ 5.302,37 em sua conta.
Identificada, a mulher foi intimada a prestar esclarecimentos sobre a origem do dinheiro. Afirmou ter emprestado o número da conta ao amigo P.W., para que ele depositasse o dinheiro da venda de um carro e, para sua surpresa, a Justiça tinha bloqueado a conta. A polícia pediu a prisão temporária da dupla, que foi presa em Ceilândia.
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