Felipe Romero
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A girafa Léo foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (5) no viveiro que dividia com a fêmea Yaza e a filhote Ivelise, no Zoológico de Brasília. Por volta das 6h40, um vigilante encontrou o corpo da girafa estendido no chão e acionou os veterinários do zoológico. Léo era um macho de 17 anos considerado saudável pelos veterinários do zoológico – exames realizados há cerca de um mês não apontaram nenhuma doença. A expectativa média de vida das girafas é de 25 anos no ambiente natural, e em torno de 30 anos em cativeiro. A causa da morte ainda não foi identificada.
A Superintendente de Conservação e Pesquisa do Zoológico, Juciara Pelles, descarta a possibilidade de algum alimento ter sido dado aos animais pelos visitantes, já que nenhum indício foi encontrado no viveiro das girafas. A necrópsia realizada nesta segunda-feira não apontou qualquer alteração nos órgãos de Léo que, de acordo com informações do zoo, apresentou comportamento normal no domingo. Os veterinários descartam a hipótese de timpanismo, doença que causou a morte de uma girafa em um zoológico de São Paulo em julho deste ano.
Diversos exames de sangue serão realizados para tentar identificar a razão da morte, mas os resultados podem levar de 30 a 90 dias para sair. “Realizaremos também alguns exames com as duas girafas do viveiro para verificar a existência de algum parasita”, afirma a veterinária do zoológico Luisa Helena. Segundo ela, alguns exames precisarão ser enviados para laboratórios em São Paulo, o que atrasa a divulgação dos resultados.
“Animais selvagens não costumam apresentar sintomas de doenças, como uma forma de se defender dos predadores”, explica Luisa Helena. Além disso, mesmo com uma dieta balanceada elaborada pelos veterinários e nutricionistas do zoológico, o sedentarismo pode causar problemas de saúde nos animais. Ainda de acordo com a veterinária, na semana passada, os animais da Galeria África apresentaram leve diarreia, possivelmente por conta do novo capim, mas todos já haviam se recuperado.
Nova companhia
As fêmeas não devem ficar muito tempo sem companhia. Um dos filhos de Léo está emprestado ao zoológico do Rio de Janeiro e já teve sua transferência solicitada pelo zoológico de Brasília. Zagalo, como é chamado, é filho de Léo com Bia, girafa que morreu em 2003.
Ainda não há previsão de quando Zagalo chegará ao zoo, mas haverá um período de ambientação para que o macho não seja rejeitado por Yaza e Ivelise. “Não há risco das duas fêmeas ficarem deprimidas pela ausência do macho”, explica a superintendente Juciara Pelles. De acordo com ela, a manutenção de casais de animais nos viveiros busca a reprodução e preservação das espécies no zoológico.